A soltura das tartarugas-verdes foi acompanhada pela turma do 4 ano B, da Escola Estadual de Ensino Médio Silva Gama, localizada no Cassino. Na quarta-feira, equipe do Nema fez uma atividade de educação ambiental com esses estudantes. E ontem, conforme o biólogo Sérgio Estima, coordenador do projeto Tartarugas no Mar, eles foram chamados para a vivência da soltura, a fim de conhecerem os animais sobre os quais aprenderam na teoria e verem como se dá a liberação. As crianças foram até o local da atividade em um ônibus.
Na chegada à beira da praia, participaram de atividade de educação ambiental com integrantes da equipe do projeto Tartarugas no Mar, que tem patrocínio da Petrobras. Depois, os alunos acompanharam a liberação dos bichos. João Vitor Gonzaga de Oliveira, 10 anos, um dos estudantes da turma do 4 B, residente no Cassino, falou que a soltura das tartarugas na beira da praia foi, para ele, o mesmo que devolver-lhes a liberdade de vida, a vida livre a que são destinadas.
Uma das três tartarugas liberadas ontem foi capturada em uma rede de pesca, no Saco da Mangueira, por um pescador, no início deste mês. Como o animal estava vivo, o pescador entrou em contato com o Núcleo de Educação e Monitoramento Ambiental, que foi buscá-la e depois a levou para o Cram, uma vez que esses bichos ao serem capturados em rede de pesca ficam em um estado de afogamento parcial, não sendo recomendado soltar em seguida, de acordo com Sérgio Estima. A atitude do pescador, de entrar em contato com o Nema, é vista pelo biólogo como resultado de dez anos de trabalho voltado para a conservação das tartarugas marinhas no Sul do Brasil.