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Três tartarugas são devolvidas ao mar em Rio Grande

Animais foram reabilitados em centro de recuperação da Furg

Animais foram reabilitados em centro de recuperação da Furg
Animais foram reabilitados em centro de recuperação da Furg Foto : Carmen Ziebel / Especial / CP
Na tarde dessa quinta-feira, três tartarugas marinhas da espécie verde foram liberadas à beira-mar, no balneário Cassino, na altura do Loteamento Atlântico Sul, em Rio Grande. A soltura ocorreu por meio de ação conjunta do Centro de Recuperação de Animais Marinhos (Cram), do Museu Oceanográfico da Furg, e do projeto Tartarugas no Mar, do Núcleo de Educação e Monitoramento Ambiental (Nema). Os três animais, todos juvenis, estavam em tratamento no Cram e, agora, já reabilitados, foram reconduzidos ao seu ambiente.

A soltura das tartarugas-verdes foi acompanhada pela turma do 4 ano B, da Escola Estadual de Ensino Médio Silva Gama, localizada no Cassino. Na quarta-feira, equipe do Nema fez uma atividade de educação ambiental com esses estudantes. E ontem, conforme o biólogo Sérgio Estima, coordenador do projeto Tartarugas no Mar, eles foram chamados para a vivência da soltura, a fim de conhecerem os animais sobre os quais aprenderam na teoria e verem como se dá a liberação. As crianças foram até o local da atividade em um ônibus.

Na chegada à beira da praia, participaram de atividade de educação ambiental com integrantes da equipe do projeto Tartarugas no Mar, que tem patrocínio da Petrobras. Depois, os alunos acompanharam a liberação dos bichos. João Vitor Gonzaga de Oliveira, 10 anos, um dos estudantes da turma do 4 B, residente no Cassino, falou que a soltura das tartarugas na beira da praia foi, para ele, o mesmo que devolver-lhes a liberdade de vida, a vida livre a que são destinadas.

Uma das três tartarugas liberadas ontem foi capturada em uma rede de pesca, no Saco da Mangueira, por um pescador, no início deste mês. Como o animal estava vivo, o pescador entrou em contato com o Núcleo de Educação e Monitoramento Ambiental, que foi buscá-la e depois a levou para o Cram, uma vez que esses bichos ao serem capturados em rede de pesca ficam em um estado de afogamento parcial, não sendo recomendado soltar em seguida, de acordo com Sérgio Estima. A atitude do pescador, de entrar em contato com o Nema, é vista pelo biólogo como resultado de dez anos de trabalho voltado para a conservação das tartarugas marinhas no Sul do Brasil.

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