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Três toneladas de carne são apreendidas em mercado da zona Norte de Porto Alegre

Produtos estavam em condições impróprias e sem procedência

Três toneladas de carne são apreendidas em mercado da zona Norte de Porto Alegre
Três toneladas de carne são apreendidas em mercado da zona Norte de Porto Alegre Foto : DEIC / Divulgação / CP
Três toneladas de carne impróprias para consumo foram apreendidas na tarde desta terça-feira na zona Norte de Porto Alegre, em uma operação conjunta realizada entre a Polícia Civil, Secretaria Estadual da Agricultura e Pecuária e Vigilância Sanitária Municipal. Segundo o delegado Rafael Liedtke, a ação ocorreu após as autoridades receberem inúmeras denúncias de consumidores de que o mercado localizado no bairro Sarandi, estaria vendendo produtos impróprios para consumo e sem procedência.

Conforme o delegado, no momento da inspeção, num terreno baldio ao lado do mercado, foram encontradas também duas câmaras frias contendo a quantidade de carne imprópria. O local estava disfarçado como um depósito desativado, segundo a polícia.

Como o proprietário não se encontrava no estabelecimento, o delegado afirmou que o gerente do ponto de venda foi preso em flagrante por crime contra as relações de consumo e contra a economia popular. Liedtke informou que o gerente será encaminhado para o Presídio Central. Além disso, o proprietário do mercado deverá ser indiciado pelos crimes.

O que diz o estabelecimento

No dia 26 de janeiro a Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor e Saúde Pública (Decon) prendeu o gerente de uma casa de carnes no bairro Alto Petrópolis, em Porto Alegre, por manter e distribuir produtos impróprios para consumo, parte deles sem procedência comprovada, especialmente carne bovina e miúdos. No local foram apreendidas três toneladas de carne. Após o fato, a empresa informou que o gerente comprovou idoneidade e foi expedido alvará de soltura no mesmo dia da prisão. Além disso, a equipe do estabelecimento reforçou que as carnes depositadas no local estavam devidamente congeladas e não apresentavam deterioração ou contaminação, mas não possuíam identificação com as respectivas etiquetas de origem, o que levou à condenação do gerente. “Medidas corretivas já foram adotadas”, informa a nota divulgada pela empresa.

Ainda conforme o documento enviado pela empresa, todos os produtos da casa de carnes são de “fornecedores idôneos, devidamente fiscalizados pelos órgãos sanitários e tributários. Reiteramos ainda que as autoridades fiscais tem um alto controle dos estoques, das entradas e saídas, o que impossibilita que uma empresa do nosso porte possa sequer pensar em comprar um produto sem nota fiscal, muito menos vender sem nota fiscal”.

O principal a ser destacado, conforme a própria empresa, é que as carnes vendidas no local não eram “impróprias para o consumo”, mas possuíam uma falha documental, ou seja, ausência das etiquetas de origem.