Uma das reivindicações dos funcionários da Carris envolve o pagamento de um prêmio motivacional. A comissão dos trabalhadores da Carris aceitou a proposta de pagamento parcelado em duas vezes, a primeira no dia 5 de dezembro e a segunda até 15 de janeiro. Se as datas forem descumpridas, a multa prevista é de 20%.
A Carris também se compromete a abonar o ponto pelo dia não trabalhado e a retirar a ação de ilegalidade e abusividade da paralisação, ajuizada pela manhã no Tribunal Regional do Trabalho (TRT). O pagamento do abono era esperado para esta sexta.
Caso a greve dos funcionários persista, as demais empresas vão reforçar as linhas atendidas apenas pela Carris. A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) garante, emergencialmente, o funcionamento das linhas T1, T4, T6, T8 e T11, com a substituição por ônibus de outros consórcios. Além desta medida, que envolve as linhas da Carris mais carregadas, foi liberado o transporte de passageiros em pé nos 403 lotações da Capital. A substituição acontece a partir da tarde desta sexta-feira, valendo enquanto durar a greve. Os ônibus substitutos, total de 170, serão identificados por cartazes na parte frontal dos veículos.
Os moradores de Porto Alegre foram surpreendidos na manhã desta sexta. Segundo o sindicato da categoria, 90% dos funcionários cruzaram os braços. Por volta das 7h, a mobilização começou a refletir no transporte público de Porto Alegre. Usuários da Carris foram pegos de surpresa e as paradas começaram a ficar cheias.
Entre as reivindicações dos funcionários da Carris, estão o excesso de cargos de confiança na empresa pública; sucateamento da frota e das oficinas; falta de segurança para motoristas, cobradores e passageiros; uniformes de má qualidade; e falta de condições para cumprimento dos horários.