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Trabalhadores da GM aguardam audiência para definir situação da categoria

Metalúrgicos podem entrar em greve por tempo indeterminado a partir da próxima semana

Uma audiência marcada para a tarde desta terça-feira, no Tribunal Regional do Trabalho, em Porto Alegre, deve definir os próximos passos dos metalúrgicos que trabalham na General Motors (GM), em Gravataí, na Região Metropolitana. Caso a negociação não avance, eles devem optar pela greve por tempo indeterminado a partir da próxima semana.

Na segunda-feira, os trabalhadores rejeitaram as propostas de reajuste, abono e de participação nos resultados, apresentadas pela empresa. Os funcionários chegaram a decretar estado de greve.

Hoje a expectativa é para uma nova tentativa de acordo, conforme o diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí, Edson Dornelles. " Os trabalhadores seguem em atividade. Fomos informados que a GM deu entrada para a instauração do dissídio coletivo no Tribunal Regional do Trabalho. Acredito que a GM vai fazer os cálculos do que significa essa fábrica parada e o que significa fazer o reajuste que os trabalhadores desejam e necessitam: 12% de reajuste, R$ 7 mil de participação e R$ 2,2 mil de abono", disse.

Até agora, a GM ofereceu R$ 6,2 mil de participação nos resultados. Quanto ao abono, a empresa propõe R$ 2 mil e, no reajuste salarial, a oferta da montadora chega, no máximo, a 9%.
 

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