Trabalhadores vinculados a 15 entidades sindicais, como o Sindisaúde-RS, Simers e Sergs, fazem um protesto, na manhã desta segunda-feira, nos maiores hospitais de Porto Alegre, pertencentes ao Grupo Hospitalar Conceição (GHC) e ao Hospital de Clínicas, durante 12 horas. Apesar da duração, os atos não devem afetar o atendimento, segundo informações do presidente do Sindisaúde, Arlindo Ritter.
Ritter, afirmou à reportagem nesta manhã que os atos desta segunda serão apenas um alerta às direções das entidades. A decisão foi tomada pelas categorias em assembleias gerais realizadas nas duas instituições nas últimas semanas. O motivo, segundo as entidades, foi motivada pela retirada de direitos em série que vem sendo realizada pelos gestores dos hospitais, como o corte das férias-prêmio e licença-capacitação no GHC, ou à ameaça de corte do vale-alimentação no Clínicas, que na prática reduziria em pelo menos um quarto a renda da maior parte dos funcionários do HCPA.
As entidades sindicais apontam, porém, que a ideia é realizar uma greve unificada por 48 horas com todos os setores públicos, não somente ligados à saúde, em junho. As entidades devem se reunir nesta semana para fechar uma data para a mobilização em Porto Alegre contra as reformas do presidente Michel Temer.
Trabalhadores da saúde organizam atos com duração de 12 horas em Porto Alegre
Entidades garantiram que protestos não devem afetar atendimento em hospitais