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Trabalhadores de Belo Monte devem voltar ao trabalho na quarta-feira

Grevistas aguardam nova proposta para decidir rumos da paralisação

Os trabalhadores da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, em greve há uma semana, aguardam uma nova proposta de acordo do Consórcio Construtor de Belo Monte (CCBM) entre esta segunda e terça-feira, para decidir se voltam ao trabalho na próxima quarta-feira. No dia 25 de abril, o Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região, em decisão liminar, considerou a greve dos trabalhadores ilegal. Os efeitos da liminar, no entanto, foram suspensos temporariamente depois de uma reunião entre as partes, mediada pela Vara de Trabalho de Altamira (PA). Mas se os grevistas não retornarem ao trabalho na quarta-feira, a liminar será aplicada. Ela prevê multa diária de R$ 200 mil.

O vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada (Sintrapav), Roginel Gobbo, disse à Agência Brasil que os grevistas estão aguardando uma nova proposta do consórcio para então decidir se voltarão ao trabalho na data estipulada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região. “Se não apresentarem nada, vamos nos reunir com a diretoria para decidir o que devemos fazer”, afirmou Gobbo.

O CCBM informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não tem previsão de apresentar uma nova proposta e que está aguardando a volta ao trabalho dos grevistas na quarta-feira.

Os trabalhadores reivindicam reajuste do vale-alimentação, dos atuais R$ 95 para R$ 300, e a redução do período entre as baixadas (folga dada aos trabalhadores para que visitem suas famílias em outros estados). A Justiça do Trabalho considerou a greve ilegal, porque o acordo coletivo firmado em novembro do ano passado ainda está em vigência.

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