O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Bagé deve ingressar na Justiça do Trabalho, nesta sexta-feira, pedindo a anulação das demissões por justa causa de 28 funcionários da Thorga Engenharia Industrial S.A – uma das empreiteiras que atuam no canteiro de obras da Fase de Candiota. A empresa acusa os operários de incitação à greve abusiva. A mobilização envolveu 240 trabalhadores há cerca de três semanas.
Segundo o presidente do sindicato, Nicanor Fara, a decisão foi arbitrária, já que ainda não há julgamento final da ilegalidade da greve. Ele teme que ocorra o mesmo que a outros 60 operários da Empresa Iesa Equipamentos e Montagem, que foram demitidos no dia 7 de junho e ainda não receberam os seus salários.
O advogado Jorge Luís Fara confirma que a Iesa e a Thorga serão interpeladas na Justiça para garantir os créditos dos trabalhadores. Ele explica que Iesa era parte integrante de um acordo, celebrado na Justiça do Trabalho, onde o Grupo Citic, responsável pela obra da Fase, após a desistência da Iesa de continuar na obra, depositou R$ 5,2 milhões para quitação de rescisões.
O mesmo acordo previa que caso esse montante não fosse suficiente para pagar os trabalhadores demitidos em 18 de maio e 7 de junho, a empresa deveria depositar o restante em cinco dias, o que até esta quinta-feira não havia acontecido.
Trabalhadores de Candiota devem entrar na Justiça pedindo reversão de demissões
Iesa e a Thorga serão interpeladas para garantir os créditos dos ex-funcionários