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Trabalhadores do HPS de Canoas devem ficar até julho sem salário de dezembro passado

Cooperativa alegou não ter sido notificada pela Justiça sobre o atraso

Os 70 trabalhadores que eram vinculados à Cooperativa Mista dos Trabalhadores Autônomos do Alto Uruguai (Coomtau) vão ficar até o dia 16 de julho sem receber o salário atrasado de dezembro do ano passado pelo serviço realizado no Hospital de Pronto Socorro (HPS) de Canoas. Nessa data, haverá uma audiência na 3ª Vara do Trabalho da cidade, em que os representantes jurídicos da cooperativa garantem que cada um dos ex-funcionários sairá com a ordem de pagamento em mãos.

No entanto, os valores referentes aos salários de janeiro e fevereiro vão ainda ter que esperar. Isso porque a Coomtau alega que havia rompido o convênio com a Prefeitura em dezembro. A secretária geral do Sindisaúde, Vilma Fernandes, explica que a demora é causada pelos trâmites da Justiça, e que o departamento jurídico da Coomtau não teria sido informado do atraso no pagamento.

As explicações foram dadas em audiência ocorrida ontem à tarde, com a juíza Aline Rodrigues. Os trabalhadores que atuavam no serviço de nutrição agora trabalham para a Cooperativa Equipe. O pessoal das áreas de vigilância, administração e portaria, foram contratados pela empresa Desinfecsul. A Prefeitura de Canoas assinou um Termo de Ajustamento de Conduta com a Justiça do Trabalho para que sejam encerradas as terceirizações no HPS, mas os convênios foram prorrogados para que o Executivo municipal encontre uma solução para o caso. Uma das possibilidades é que o Grupo Hospitalar Mãe de Deus assuma a administração da instituição.

Dois ex-diretores da Coomtau já tiveram os bens bloqueados pela Justiça Federal sob a acusação de apropriação indébita de R$ 78 mil, além de sonegar R$ 500 mil do Imposto de Renda. Se condenados em decisão final, os réus podem pagar multa no valor de R$ 1,8 milhões cada um. As penas individuais podem alcançar os dez anos de prisão.