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Trabalhadores do Polo Naval bloqueiam acesso ao porto de Rio Grande

Manifestantes querem garantir 2,8 mil empregos no estaleiro

Manifestantes bloquearam a BR 392 e o acesso ao porto de Rio Grande
Manifestantes bloquearam a BR 392 e o acesso ao porto de Rio Grande Foto : FTMRS / Divulgação / CP
Trabalhadores do Polo Naval de Rio Grande bloquearam, na manhã desta segunda-feira, a BR 392 e os portões que dão acesso ao porto. As garagens de ônibus da região também estão paradas. Os manifestantes querem o apoio do governo do Estado para garantir 2,8 mil empregos no Estaleiro Rio Grande, que fica na zona Sul. 

Em 13 de março, a Assembleia Legislativa promoveu uma audiência pública, que contou com a participação de 1,5 mil cidadãos representando os seguimentos empresarial, trabalhadores, legislativo e executivo para buscar soluções para o Polo Naval.

De acordo com a Federação dos Trabalhadores Metalúrgicos do Rio Grande do Sul (FTMRS), é possível recuperar imediatamente 2,8 mil empregos na região Sul com a retomada da construção da plataforma P 71 da Petrobras. A FTMRS afirma que o impacto que estes postos de trabalho vão gerar para a economia local tem forte reflexo no desenvolvimento do Rio Grande do Sul.

Diante da situação dramática da região, os prefeitos de Rio Grande, Alexandre Lindenmeyer, São José do Norte, Fabiany Roig, e o presidente da Assembleia Legislativa, Edegar Pretto, já enviaram duas solicitações de audiência com o governador Ivo Sartori, sem, no entanto, obter reposta. A intenção é que o governo do Estado se sensibilize e se una aos esforços que estão sendo feitos para recuperar os investimentos na indústria naval gaúcha.


Plataforma P-71 já está 50% finalizada

Atualmene o casco P-71 está em estágio avançado de desenvolvimento. Está pronta 72,54% de sua estrutura; 62,06% da pintura de blocos e 27,93% da tubulação, para ilustrar o estágio de evolução do investimento. Além disso, há 11,5 mil toneladas de aço processadas no dique seco e 37,8 mil toneladas processadas e transformadas em blocos. Estima-se que mais de 50% da estrutura esteja finalizada e de acordo com o cronograma faltariam apenas 16 meses para terminar a plataforma, com a contratação imediata de 2,8 mil trabalhadores.

Este projeto contou com benefício fiscal que chega a mais de R$ 72 milhões. Para a Federação dos Trabalhadores Metalúrgicos do Rio Grande do Sul (FTMRS), interromper a construção da P-71 significaria um enorme desperdício do dinheiro público, com prejuízo também na arrecadação de impostos.