Os funcionários dos Correios no Rio Grande do Sul, que estavam em greve há dois dias, decidiram voltar ao trabalho a partir desta sexta-feira. A categoria segue em estado de greve aguardando a decisão judicial sobre o direito à assistência médica aos trabalhadores do interior do Estado.
Na manhã desta quinta-feira, ocorreu uma reunião entre o Sindicato e a direção da empresa na Justiça Federal do Trabalho. Na audiência, a empresa não apresentou proposta sobre assistência médica aos funcionários e informou que deve aguardar a decisão judicial.
A reunião foi decorrência de ação movida pelo Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos, Sintect, para a retomada do convênio com a Unimed, suspenso desde o dia 31 de março, ou para a garantia de uma assistência médica equivalente.
A diretoria dos Correios do Rio Grande do Sul informou, em nota à imprensa, que nenhum empregado vai deixar de ser assistido pelo CorreiosSaúde, assistência médica própria dos Correios. Além disso, a empresa também divulgou que já finalizou negociação para ampliar o atendimento através de outras instituições de saúde com o intuito de melhorar ainda mais a assistência médica aos empregados.
A versão dos funcionários
O secretário geral do sindicato da categoria, Vicente Guindani, explicou que houve avanços, mas até que saia formalização sobre os valores dos planos, os funcionários ficarão em estado de greve. Ele disse que a qualquer momento, os trabalhadores podem fazer nova assembleia e retomar a paralisação.
Guindani explicou que os funcionários devem voltar ao trabalho, mas cumprirão a jornada de trabalho à risca e não farão horas extra. Em relação ao corte do ponto, Guindani disse que o sindicato entrará na Justiça.
Trabalhadores dos Correios decidem encerrar paralisação
No entanto, categoria mantém estado de greve