“Muitos profissionais estão há 19 anos trabalhando na periferia, sendo que ajudaram a construir esse programa e agora serão demitidos devido à criação do Instituto Municipal de Estratégia da Saúde da Família (Imesf). Não é justo, portanto. Ou iremos paralisar ou emitir nosso pedido de desligamento para perceberem a importância dessas pessoas”, alertou.
Conforme informações do Sindisaúde, muitos auxiliares e técnicos de enfermagem e saúde bucal estão descontentes com a postura da prefeitura em relação ao futuro da categoria. “Nenhum funcionário é concursado do município, mas se dedica com afinco à função. Há muitos estagiários que realizam funções de profissionais. O ideal seria que eles fossem incorporado ao Imesf, que terá concurso público em breve, o que não pode é o Executivo demitir todos, sem lembrar do tempo de dedicação que tiveram”, avaliou.
De acordo com dados da Secretaria Municipal da Saúde, em Porto Alegre, o Programa de Saúde da Família teve início em 1996 e atualmente conta com 171 equipes que atendem a uma população de 290 mil moradores. Os grupos são compostos de três a seis agentes comunitários, dois auxiliares de enfermagem, médico e enfermeiro. Há também seis equipes de saúde bucal, responsáveis, em média, por 850 famílias.