A concentração estava prevista para ocorrer no Viaduto da Conceição, porém, com a chuva, acabou sendo realizada no auditório da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag-RS), na rua Santo Antônio. Mesmo assim, o grupo enfrentou chuva forte e seguiu até a Praça da Matriz, provocando congestionamentos no trânsito.
Em encontro com o governador Tarso Genro, no Palácio Piratini, integrantes da diretoria das centrais sindicais entregaram a pauta de reivindicações dos trabalhadores. O presidente da Força Sindical, Cláudio Janta, disse que existem dois pontos principais: o fim do fator previdenciário e a redução na jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais. Ele ressaltou que os dois assuntos têm projetos de lei que estão em tramitação no Congresso e dependem apenas do governo para serem votados.
Sobre o fim do fator previdenciário, o presidente da Força Sindical argumentou que este mecanismo de cálculo prejudica os trabalhadores por achatar os valores das aposentadorias. Assim, o pedido é para que o fator deixe de existir e seja substituído por uma política que valorize e recupere os benefícios.
Quanto à redução da jornada de trabalho, um debate antigo e polêmico, Janta explicou que passar de 44 horas para 40 horas semanais de trabalho, sem alteração no salário, traz diversos benefícios à sociedade. Ele citou que haveria a possibilidade de ampliar o número de empregos e melhoraria a qualidade de vida do trabalhadores.
Janta adiantou que a partir do dia 9 de agosto está previsto uma mobilização nacional em Brasília. A ideia é visitar todos os deputados e senadores para pedir apoio para os projetos. Antes disso, no dia 3 de agosto, haverá uma marcha nacional em São Paulo com o apoio de mais de 50 mil trabalhadores.