O presidente do sindicato, Benito Gonçalves, afirma que as embarcações estão fazendo um percurso de uma hora a mais. “Tá um absurdo isso aqui. Tem riscos para os trabalhadores e os horários estão ruins. Além disso, reduziram o número de lanchas”, explicou. "Nós queremos mais horários para as lanchas, pra não andarem superlotadas, e para que possamos a voltar a operar de meia meia em meia hora, como era antes", ponderou.
De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos, a mobilização começou por volta das 4h30min. “Ontem (segunda-feira) os trabalhadores da hidroviária ligaram pra gente, pediram apoio e disseram que iam parar tudo até que o problema se resolvesse”, relatou Gonçalves. Além dos trabalhadores, moradores da cidade também aderiram à manifestação.
O canal Miguel da Cunha foi interditado para navegação no último dia 16 de fevereiro para início da dragagem. O trecho tem cerca de dois quilômetros de extensão. Na ocasião, a Capitania dos Portos do Rio Grande do Sul informou que o serviço de transporte hidroviário de passageiros e de veículos na travessia entre os dois municípios não seria interrompido, mas realizado por um percurso maior. O cronograma prevê que a execução da dragagem deve ser concluída em 90 dias.