Cerca de 3 mil trabalhadores percorreram ruas no Centro da Capital, na tarde desta sexta, para manifestar o interesse pela redução da jornada semanal e protestar contra a precarização da saúde e do ensino público. O ato integrou representantes da CUT, Cpers, Coordenação nacional de Lutas (Conlutas), além de trabalhadores e sindicalistas de diversos segmentos. A caminhada partiu da frente do prédio da Federasul, um dos locais onde os manifestantes fizeram vigília desde quarta-feira. As sedes da Fecomércio e da Fiergs também foram pontos de concentração.
Depois de passar pelo Largo Glênio Peres e pela Esquina Democrática, a passeata concentrou novamente na Praça da Matriz, onde os manifestantes protestaram contra a possibilidade de fim do Salário Mínimo Regional. Segundo o presidente da CUT-RS, Celso Woiciechowski, “a extinção do piso regional rebaixaria salários de diversas categorias em todo o Estado”, avaliou.
A primeira vice-presidente do Cpers, Neida Oliveira, lembrou que outras bandeiras são erguidas pelos trabalhadores na véspera deste 1º de Maio. Segundo a sindicalista, que integra a executiva da Conlutas, o grupo também protesta contra a desatenção dos gestores com a saúde e a educação públicas. Neida destacou o estudo feito pelo Cpers, chamado “O ensino pede socorro”.
Após os protestos em frente ao Palácio Piratini e Assembleia Legislativa, os manifestantes seguiram até a avenida João Pessoa, na sede da Secretaria Municipal da Saúde.
Na manhã deste sábadio, as atividades continuam na Redenção, porém numa atmosfera mais festiva. A partir das 9h, acontece show de Hip Hop, seguido de um ato político sob a mesma pauta. Às 11h, em frente as espelho d’água a celebração do Dia Mundial do Trabalhador ganhará contornos de emoção, com a homenagem ao tradicionalista Jader Moreci Teixeira, o Leonardo, falecido em março. Diversos artistas convidados vão interpretar canções que ficaram eternizadas em sua voz, como “Céu, Sol, Sul, Terra e Cor” e “Tertúlia”.
Trabalhadores protestam pela redução da jornada semanal
Cerca de 3 mil pessoas participaram da manifestação no centro da Capital