As operações em pelo menos oito fábricas no Estado foram paralisadas pela manhã para que os funcionários pudessem discutir as reivindicações. Conforme a categoria, a redução da jornada de trabalho para 40 horas sem diminuição de salários geraria cerca de dois milhões de empregos. “São pautas para o benefício de todos os trabalhadores. Em um momento em que o Brasil cresce economicamente é justo dividir as riquezas”, declarou o presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo.
Segundo ele, a mobilização é um desdobramento da Marcha das Centrais Sindicais e dos Movimentos Sociais, ocorrida em Brasília, em março, e que reuniu cerca de 50 mil pessoas. “Naquela oportunidade abrimos a negociação, mas está muito devagar e estamos pressionando a União”, disse.
Os trabalhadores também pedem a reforma agrária, igualdade de oportunidades entre homens e mulheres, política de valorização dos aposentados, aplicação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a educação, 10% do orçamento da União para a saúde correção da tabela do imposto de renda e ampliação do investimento público, além do fim do fator previdenciário.
O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Novo Hamburgo, Lauro Pinto do Amaral, um dos representantes das entidades do interior, lembrou que muitas pessoas se aposentam com até 50% do salário. “Por isso pedimos o
fim do fator previdenciário”, disse.
Os manifestantes também lutam contra a aprovação do Projeto de Lei (PL) 4330, que autoriza a terceirização na atividade fim; a terceirização no serviço público; e libera a empresa contratante de qualquer responsabilidade trabalhista com os trabalhadores terceirizados. Segundo os representantes dos movimentos sindicais, o PL causaria danos irreparáveis à classe trabalhadora, como a perda de direitos e a precarização das relações de trabalho.
A CUT-RS também se uniu ao movimento liderado por agricultores da Via Campesina para apoiar políticas que beneficiem a agricultura familiar.
Passeata pelas ruas de Porto Alegre integrou Dia Nacional de Mobilização / Foto: Vinícius Roratto