Geral

Trabalhadores reivindicam redução da jornada

Passeata pelas ruas de Porto Alegre integrou Dia Nacional de Mobilização

Categorias pediram agilização na pauta de reivindicações entregue ao governo federal em março
Categorias pediram agilização na pauta de reivindicações entregue ao governo federal em março Foto : Vinícius Roratto
Em passeata nesta quinta-feira, diversas categorias de trabalhadores pediram agilização na pauta de reivindicações entregue ao governo federal em março, entre elas, a redução da jornada de trabalho sem que haja reajuste nos salários. Integrantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT-RS) e federações de classe fizeram manifestação no Centro de Porto Alegre e depois caminharam até o prédio da Receita Federal. A atividade integrou o Dia Nacional de Mobilização.

As operações em pelo menos oito fábricas no Estado foram paralisadas pela manhã para que os funcionários pudessem discutir as reivindicações. Conforme a categoria, a redução da jornada de trabalho para 40 horas sem diminuição de salários geraria cerca de dois milhões de empregos. “São pautas para o benefício de todos os trabalhadores. Em um momento em que o Brasil cresce economicamente é justo dividir as riquezas”, declarou o presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo.

Segundo ele, a mobilização é um desdobramento da Marcha das Centrais Sindicais e dos Movimentos Sociais, ocorrida em Brasília, em março, e que reuniu cerca de 50 mil pessoas. “Naquela oportunidade abrimos a negociação, mas está muito devagar e estamos pressionando a União”, disse.

Os trabalhadores também pedem a reforma agrária, igualdade de oportunidades entre homens e mulheres, política de valorização dos aposentados, aplicação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a educação, 10% do orçamento da União para a saúde correção da tabela do imposto de renda e ampliação do investimento público, além do fim do fator previdenciário.

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Novo Hamburgo, Lauro Pinto do Amaral, um dos representantes das entidades do interior, lembrou que muitas pessoas se aposentam com até 50% do salário. “Por isso pedimos o
fim do fator previdenciário”, disse.

Os manifestantes também lutam contra a aprovação do Projeto de Lei (PL) 4330, que autoriza a terceirização na atividade fim; a terceirização no serviço público; e libera a empresa contratante de qualquer responsabilidade trabalhista com os trabalhadores terceirizados. Segundo os representantes dos movimentos sindicais, o PL causaria danos irreparáveis à classe trabalhadora, como a perda de direitos e a precarização das relações de trabalho.

A CUT-RS também se uniu ao movimento liderado por agricultores da Via Campesina para apoiar políticas que beneficiem a agricultura familiar.


Passeata pelas ruas de Porto Alegre integrou Dia Nacional de Mobilização / Foto: Vinícius Roratto

Bookmark and Share