A ação fez parte das mobilizações alusivas ao Dia Mundial da Doação de Órgãos e chamou a atenção de quem passou na esquina das avenidas Princesa Isabel e João Pessoa. Segundo a enfermeira Lídia Lucas Lima, que trabalha há 23 anos no Cardiologia, apenas 10 transplantes são realizados por ano na instituição, enquanto a necessidade seria de 40 procedimentos anuais. “É preciso que a pessoa manifeste desde cedo para a família o desejo de ser doador. Assim, alivia o peso da decisão após a morte”, aconselhou.
De acordo com dados do governo federal, ao todo, entre janeiro e junho, foram feitos 12.287 transplantes, contra 10.905 no mesmo intervalo de 2011. As operações de pulmão foram as que mais avançaram, chegando a dobrar na comparação com o ano passado. Em seguida, aparecem as de coração, com aumento de 29%, medula óssea (17%), rim (14%), córnea (13%) e fígado (13%). No Rio Grande do Sul, foram realizados 777 procedimentos neste ano.
Conforme balanço divulgado pelo Ministério da Saúde em Brasília, a pasta apoiou a criação da funcionalidade no Facebook que permite que o usuário se declare doador de órgãos. No primeiro mês após o lançamento, 80 mil brasileiros admitiram ser doadores.
Após entregar os panfletos aos motoristas explicando a importância da doação, o aposentado Nelson Khalil, de 53 anos, transplantado há um ano, relatou que desde que recebeu uma nova vida não teve maiores problemas com a saúde. Com auxílio de profissionais do Centro de Reabilitação Cardiopulmonar e Metabólica do Instituto de Cardiologia, ele se sente cada vez mais feliz. “Sou grato à família que, por amor, doou o órgão e à equipe médica que me dá todo o suporte”, comemorou.