O trecho tem um histórico de problemas em razão de um bueiro que passa embaixo da estrada. Em julho de 2005, parte da pista ruiu e o conserto só foi resolvido em setembro de 2007. Em julho de 2011 o problema se repetiu e perdurou até 20 de julho do ano passado, quando a Construtora Giovanella reconstruiu o asfalto que cedia cada vez mais. O comandante do Comando Rodoviário da Brigada Militar, sargento Elodir Corrêa, afirma que já comunicou os problemas do trecho e de outros quilômetros da rodovia à Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR). “No final de março, eu acompanhei um fiscal da estatal que fez uma vistoria em vários pontos da rodovia, vamos aguardar para ver se as obras ocorrerão”, afirmou. Na avaliação do comandante, o trânsito de veículos diário, principalmente de caminhões e ônibus, exerce uma força maior do que o asfalto consegue suportar. “O terreno é alto e, por isso, o aterro começa a ceder para as laterais, o que faz o asfalto afundar.”
As ondulações na pista fazem com que os motoristas sofram solavancos. “É risco de acidente, até porque alguns condutores tentam desviar das partes mais altas do asfalto e podem colidir com o que vem do outro sentido.” Corrêa lembra que no ponto reconstruído é permitido ultrapassar, o que, na sua opinião, é um equívoco. No ano passado, um trecho de 14 metros passou por reforma e construção de uma nova rede de drenagem pluvial, já que a antiga estrutura, com infiltrações, fazia com que o asfalto cedesse. O contrato, de caráter emergencial, teve investimento de R$ 577 mil. Durante os quatro meses de trabalhos, a rodovia ficou interrompida e os desvios eram realizados por uma estrada de chão paralela à ERS 240.
A EGR, que em fevereiro assumiu as rodovias estaduais, informou, que já trabalha na busca de uma solução para o afundamento da pista no km 24, em Capela de Santana, bem como, resolver demandas de outros trechos da rodovia. Um estudo técnico da estrada já está sendo elaborado, mas nenhum prazo para o início dos serviços foi estipulado.