• Estações fecham e trens só voltam a circular no fim da tarde
• Trens operam somente em horários de pico nesta segunda-feira
Em entrevista à Rádio Guaíba, o diretor de administração e finanças da Trensurb, Francisco Vicente, destacou que os funcionários vinculados a outros quatro sindicatos já fecharam acordo. Ele ainda destacou que não há sinalização do governo federal para aumento da margem de negociação com os servidores.
“Nossa proposta já é melhor e, além disso, fizemos mais dois acréscimos: de um ticket de R$ 30 a mais por mês e, ainda, propusemos a instalação de uma mesa permanente de negociações para acompanharmos de forma permanente as questões da rotina de trabalho”, informou.
O presidente do Sindimetrô, Luiz Henrique Chagas, voltou a ressaltar que a cobrança salarial não é a única reivindicação do movimento. Ele também adverte que a direção da empresa é autônoma para oferecer melhorias. O sindicalista cobra a contratação urgente de mais funcionários e medidas de segurança contra assaltos nas estações e trens.
“Não estamos pedindo um centavo de aumento real. Sem falar que a gente sabe que a inflação real, no supermercado, é muito maior que esses 9,28%. Além disso, pedimos a contratação emergencial de mais funcionários. Temos 2 mil candidatos aprovados em concurso e a empresa não chama”, declarou.
Sem qualquer negociação entre os trabalhadores e a direção, está mantida a decisão de só colocar os trens em circulação durante o horário de pico do fim da tarde desta segunda-feira, das 17h30min às 20h30min. O mesmo aconteceu pela manhã, das 5h30min às 8h30min. A Trensurb estima perda de dois terços no faturamento durante o dia de paralisação — cerca de R$ 260 mil.
Como os funcionários estão cumprindo determinações da legislação para a circulação em horário de pico, a empresa não pode fazer descontos em folha. Em assembleia marcada para o dia 16 de agosto, a categoria pode levar a votação a proposta de greve geral.