Mesmo que os usuários consigam acessar as duas estações novas de graça, o horário de funcionamento segue restrito, entre 10h e 23h20min, não contemplando a demanda do início da manhã, o que levou o Ministério Público Federal a questionar a companhia. Kasper considerou legítimo o pedido do MPF, mas explicou que os testes ainda impedem o funcionamento pleno das estações, com operação comercial e cobrança de tarifa, nos dois horários de pico.
“Operações experimentais são comuns neste tipo de transporte. Quando a Trensurb inaugurou a fase de Sapucaia do Sul até São Leopoldo ficamos um mês operando em linha branca”, lembrou. Kasper ainda rebateu as alegações do procurador, de que a expansão da linha ainda não começou a operar em função da falta de agenda da presidente Dilma Rousseff. “Mesmo que tivesse ocorrido uma inauguração formal, em maio, com a presença da presidente, a operação experimental seria realizada”, garantiu.
Pela manhã, o procurador Celso Tres chegou a dizer que adiar a entrada em operação dos trens no horário da manhã, em função da dificuldade de marcar um ato político era uma prática "incompatível com os princípios republicanos de governo" e própria dos "monarcas e imperadores”. Um mês depois da abertura dos terminais para o público, a circulação de passageiros no primeiro terminal de Novo Hamburgo é quase três vezes maior do que na última estação de São Leopoldo, de acordo com informações da empresa.
Foram quase 70 mil usuários embarcando na Estação Santo Afonso. Já na Estação Rio dos Sinos, em São Leopoldo, o número de ficou em pouco menos de 25 mil. A obra de ampliação da linha até Novo Hamburgo foi anunciada há uma década, com valor inicial previsto em cerca de R$ 270 milhões e hoje já soma custo estimado em R$ 1 bilhão, informou o MPF.