Nenhum dos 25 trens antigos — que estão em operação há mais de 30 anos — deixará de funcionar, segundo o diretor-presidente da Trensurb, Humberto Kasper. “Queremos buscar recursos para modernizar os carros, como se faz em qualquer país do mundo quando os trens passam de três décadas. Em Buenos Aires, por exemplo, há linhas de metrô com mais de 60 anos”, ressaltou.
O Trensurb opera hoje na capacidade máxima nos horários de pico, transportando mais de 200 mil passageiros, entre Novo Hamburgo e Porto Alegre. Com as 15 novas composições, o presidente aposta em mais conforto para os passageiros e um aumento de público para cerca de 250 mil pessoas por dia.
A tecnologia dos carros, no entanto, não deve evitar que a circulação do metrô de superfície seja interrompida por alagamentos, como o que fechou três estações nesta sexta-feira. Para minimizar os danos das chuvas, a empresa pretende unir forças com a administração municipal na busca de investimentos em infraestrutura da zona Norte da Capital.
Humberto Kasper acredita que o maior problema é a urbanização cada vez mais acelerada da região próxima à Arena do Grêmio, sem capacidade de drenagem na região. “A região do Humaitá cresceu, ganhou mais prédios e asfalto, e o escoamento das chuvas é mais direcionado para o trem”, afirma o diretor-presidente da Trensurb.