Na última rodada de negociação, no fim de maio, o Sindimetrô acrescentou cláusulas para fechar um acordo quando houve o pedido de pagamento das cestas. Os trabalhadores dizem que os metroviários de Curitiba, por exemplo, já receberam o benefício.
A empresa não pretende aumentar a oferta aos servidores, segundo o presidente da Trensurb, Humberto Kasper. “Acreditamos que esse acordo seja firmado porque os demais sindicatos já aceitaram. Estamos pagando muito acima da inflação, é uma proposta dentro das possibilidades e não vamos deixar a população sem transporte. É muito estranha essa resistência dos metroviários justamente às vésperas da Copa”, destacou.
Se a greve for deflagrada, a empresa pretende ingressar na Justiça para solicitar que 100% dos funcionários sigam trabalhando no horário de pico. Além disso, medidas poderão ser tomadas para evitar o bloqueio das estações do metrô.
“Esperamos que a empresa venha com uma contraproposta porque o pessoal está se organizando para começar a greve. Não queremos abrir mão desse pedido”, ressaltou o secretário jurídico da entidade sindical, Ailton Cavalheiro. Os trabalhadores vão se reunir em assembleia para definir os rumos da paralisação na tarde desta terça-feira.