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Trensurb nega que tenha proposto aumento de escala para metroviários

Segundo Sindicato, um dos motivos da paralisação foi a vinculação do reajuste à mudança

A Direção da Trensurb divulgou uma nota, na manhã desta quinta-feira, negando que tenha proposto aos trabalhadores metroviários aumento na escala de trabalho. "A respeito das declarações feitas pelo sindicato na imprensa, (a empresa) informa que não propôs aumento da carga horária para 40 horas semanais", informou o documento.

"A Trensurb manteve as atuais escalas de trabalho e houve a concordância entre as partes (sindicato e empresa) da implantação de uma nova escala fixa (quatro dias trabalhados, duas folgas, seis dias trabalhados e quatro folgas)", explicou a nota. "Esta escala visa criar condições no Acordo Coletivo de Trabalho para propiciar ajustes com aqueles funcionários que contestaram judicialmente às escalas de revezamento, em comum acordo com o Sindimetrô."

Na tarde de ontem, os metroviários decidiram, por unanimidade, paralisar as atividades por 24 horas na Região Metropolitana. A Trensurb aumentou a proposta salarial para 6,36%, valor requerido pelo sindicato, mas teria exigido mudanças na escala, o que não foi aceito no encontro. “Nós não aceitamos e queremos mais contratações. O que desencadeou a paralisação total foi um assalto na estação Unisinos às 23h de ontem, quando uma funcionária estava sozinha”, disse o presidente do sindicato.

O Ministério Público do Trabalho (MPT) ajuizou uma ação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) para que 100% dos metroviários trabalhassem nos horários de pico – das 5h30min às 8h30min e das 17h30min às 20h30min. No entanto, a categoria não cumpriu a determinação e isso implica em multa de R$ 30 mil por período: manhã e tarde.

As estações da empresa amanheceram fechadas, afetando mais de 30 mil usuários. Até o início da tarde, uma média de 80 mil passageiros deve ser prejudicada, já que o sindicato informou que a paralisação deve ser mantida até, pelo menos, as 14h.

Apesar de a paralisação dos metroviários ter sido anunciada ontem, muitos usuários ficaram surpresos ao encontrarem as estações fechadas na manhã desta quinta-feira, na Região Metropolitana. Moradora de Canoas, Leila Pilar chegou pouco depois das 6h na estação Niterói e ficou desapontada com o aviso da paralisação. "Pego todos os dias o Trensurb para ir a Capital. Demoro 15 minutos neste horário. Agora terei que pagar mais para ir de ônibus e a viagem ainda vai demorar quase o triplo do tempo", relatou ela, que trabalha em uma estética de Porto Alegre.

Confira o restante da nota divulgada pela Trensurb:

1. Em reunião na tarde de hoje a empresa apresentou proposta atendendo as reivindicações do sindicato. A proposta foi aceita pela direção do sindimetrô para ser apresentada à assembléia dos empregados.

2. A Trensurb atendeu o pedido de REAJUSTE DE 6,36% com impacto sobre todas as cláusulas econômicas;

3. A Trensurb manteve as ATUAIS ESCALAS DE TRABALHO e houve a concordância entre as partes da implantação de uma nova escala fixa (4x2x6x4 - quatro dias trabalhados, duas folgas, seis dias trabalhados, quatro folgas).

A Trensurb considera que com a proposta apresentada atende as principais reivindicações dos seus empregados e, por essa razão, entende como injustificada a decisão pela paralisação.

A Direção da Trensurb, em função de não haver empregados disponibilizados pelo Sindicato dos Metroviários para o pleno funcionamento da operação comercial, está impedida de oferecer os serviços à população.

De acordo com a notificação do TRT, caso não seja cumprida a liminar, “será determinado multa no valor de R$ 30 mil, reversíveis ao Fundo de Amparo ao Trabalhador”.

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