A tecnologia, usada no sistema de trens urbanos de São Paulo e de fabricação nacional, contempla portas de plataformas climatizadas, acionadas em sincronia com a chegada do comboio na estação. O sistema é menos poluente e reduz em 30% o gasto de energia em comparação às máquinas atuais, que completaram 26 anos de vida útil. A renovação da frota foi calculada em R$ 500 milhões.
O diretor-presidente da Trensurb, Marco Arildo Cunha, solicitou ao Ministério das Cidades que a compra das novas máquinas se inclua nos projetos a serem contemplados pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2). Segundo Cunha, a aquisição dos trens poderá ser feita em regime de parcerias público-privadas (PPPs).
"A ideia é comprar o trem, com a garantia que o fornecedor faça a manutenção durante os 30 anos de vida útil da máquina. Essa modalidade também permite que se saiba o preço exato da aquisição durante todo o período de uso e facilita que a iniciativa privada faça o investimento inicial nos três primeiros anos e o governo passe a pagar a partir do quarto ano", explica.
Isso agilizaria o processo de licitação e renovação da frota, pois, segundo Cunha, a entrega do primeiro comboio, com capacidade para 1,7 mil usuários (600 a mais do que o trem atual), ocorreria em 20 meses. Os demais 24 carros serão trocados a cada dois meses.
Projeto também inclui complexo comercial
Na última semana, a Trensurb realizou audiência pública de apresentação do estudo para implementação de um complexo comercial junto à Estação Aeroporto. O plano, elaborado pela consultoria M. Stortti Business Consulting Group, avaliou aspectos técnicos, mercadológicos e de viabilidade econômica e comercial, além de expor a concepção arquitetônica e o modelo financeiro para o projeto.
A iniciativa prevê a concessão de 30 anos de uma área de 79 mil metros quadrados da empresa para a construção de um shopping center ligado à estação, além de três prédios comerciais com 14 andares cada, centro de convenções e estacionamento para mais de 2,6 mil veículos.
"O objetivo é, além de agregar qualidade e serviços aos usuários, buscar o equilíbrio econômico da empresa", sustenta o diretor-presidente da Trensurb, Marco Arildo Cunha. O investimento é de R$ 200 milhões, e o edital de licitação deverá sair em 60 dias, prevendo outorga mínima de R$ 1,7 milhão.
A Trensurb projeta ainda empreendimentos desse porte em todas as estações da Linha 1, que atende aos municípios de Porto Alegre, Canoas, Esteio, Sapucaia do Sul e São Leopoldo. Depois da Estação Aeroporto, será a vez da Estação Sapucaia e da Mathias Velho, em Canoas. As empresas vencedoras serão responsáveis também pela gestão de limpeza, manutenção e segurança das estações.