A empresa salientou que está à disposição para continuar as tratativas com o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Metroviários e Conexas do Estado do Rio Grande do Sul (Sindimetrô/RS). A intenção é aprofundar os estudos já iniciados.
Mesmo no quarto dia de greve da Trensurb, muitos usuários foram surpreendidos quando os portões das estações fecharam às 8h30min. Quem ficou de fora precisou utilizar meios de transportes alternativos aos trens até as 17h30min, quando as composições voltaram a operar. Devido a um acordo firmado no Ministério Público do Trabalho (MPT), a circulação nos horários de pico tem sido garantida.
O servente Luiz Carlos Martins, 35 anos, não sabia da greve e não conseguiu embarcar para Sapucaia do Sul, onde trabalha, antes da Estação Rodoviária parar de funcionar pela manhã. “Vou ligar para meu patrão”, comentou. O mesmo aconteceu com a contadora Bruna Turatti, 25. “Não acredito”, exclamou ela, dizendo que teria que ir a Canoas.
Embora soubesse do horário restrito de funcionamento, a vendedora Rosa Maria de Jesus, 56, perdeu a hora e não conseguiu utilizar o trem para ir a Sapucaia do Sul. “Eu acho isso uma coisa injusta. Nós trabalhadores estamos sendo punidos”, disse.
Os metroviários estão em greve desde sexta-feira em virtude do reajuste do Plano de Saúde dos funcionários, fixado em 45%. Segundo eles, o percentual abusivo. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de
Transportes Metroviários e Conexas do Estado do Rio Grande do Sul (Sindimetrô), Luis Henrique Chagas, disse ontem que aguarda uma proposta da empresa. “Até agora, ninguém se manifestou. Portanto, a greve está mantida”, assegurou. A classe também reivindica melhores condições de trabalho e contratação de pessoal.