A trilha sensitiva é percorrida de olhos vendados, em um primeiro momento com a condução de monitores. Pedras, areia, folhas secas, ervas aromáticas, galhos de árvores, gotículas de água, um coelho e uma pequena tartaruga integram o trajeto e fazem aflorar as mais diversas sensações e sentidos em quem o percorre. "A intenção é fazer com que os visitantes vivenciem diferentes situações de olhos fechados, exercendo intensamente o tato, o olfato, o paladar e a audição", ressalta a bióloga.
Num segundo momento, os alunos podem visualizar o caminho percorrido e, dessa forma, perceber a importância de cada órgão do sentido por meio dos elementos encontrados no percurso. "A trilha serve também para que os estudantes possam sentir um pouco das dificuldades enfrentadas pelas pessoas com deficiências sensitivas", afirma.
Depois que os estudantes percorrem o caminho por duas vezes, são estimulados a relatar a experiência através de desenhos. O objetivo dessa atividade, de acordo com a bióloga, é fazer despertar nas crianças a conscientização das redes de dependência que existem entre o ser humano em relação ao ecossistema e a si próprio.