Segundo os especialistas em meteorologia, à tarde era possível observar, no canal visível de satélite, trens de nuvens, como se fossem “street clouds”, sobre a Metade Norte do Estado. Esta hipótese começou a sucumbir quando no começo da noite entrou a imagem de satélite em alta resolução com várias trilhas de condensação deixadas por aviões, especialmente no Oeste e na Lagoa dos Patos.
Conforme os especialistas, as trilhas são observadas na forma de rastros deixados pelo resfriamento do vapor de água a partir dos exaustores dos aviões. A duração deles, conforme o blog da MetSul, está associada a condições de temperatura e vento, mas a maior parte da literatura aponta para os níveis de umidade. Quando na altitude em que estão voando as aeronaves, via de regra ao redor de 10 a 11 mil metros, o ar está mais seco os contrails duram pouco. Se a atmosfera estiver mais úmida, eles tendem a permanecer mais tempo no céu.
Dados desta sexta, de Uruguaiana e Santa Maria, mostraram parcela da atmosfera bem mais úmida entre 10 e 12 mil metros de altitude, com 54% de umidade a 11420 metros. Este registro indicaria maior duração dos contrails no céu.
Trilhas formadas por aviões causam fenômeno no céu do RS | Foto: Rodrigo Goulart / Metsul / CP