A magistrada negou, mais uma vez, os pedidos para que o Tribunal ordene atuação policial frente às garagens. A solicitação foi feita pela Prefeitura de Porto Alegre e pelo Seopa, na semana passada. “Por certo, a circulação dos veículos deve ocorrer com segurança e os piquetes não podem obstruir o livre acesso às empresas ou agir com violência e, assim como se reconhece o direito de greve, deve ser reconhecido e facultado o direito ao trabalho. Contudo, não cabe a este juízo orientar ou disciplinar a circulação de ônibus ou atuação dos piquetes, razão pela qual indefiro o pedido de intervenção policial”, afirmou no texto da decisão.
Caso haja acordo para encerrar a greve, o acerto assinado no TRT ainda deve passar por assembleia geral. Os grevistas não abrem mão da redução da jornada semanal, para 36h, e o reajuste de 14% sobre o dissídio.
Já o Conselho Deliberativo da Fundação Metropolitana de Planejamento (Metroplan) foi convocado para uma reunião extraordinária, apenas às 9h de sexta-feira, para decidir se os coletivos intermunicipais poderão ser utilizados para o embarque e desembarque de passageiros na Capital. A convocação ocorre após um pedido formal da Prefeitura de Porto Alegre para tentar amenizar os transtornos causados pela greve.
Ontem, os empresários decidiram que as negociações só serão retomadas se a decisão judicial para colocar 70% da frota em circulação nos horários de pico for cumprida.