Conforme a Procuradora Regional do Trabalho, Beatriz Holleben Junqueira Fialho, que entrou com a ação, em caso de não cumprimento da determinação, a multa será de R$ 30 mil por período: manhã e tarde. Se a medida não for respeitada, um público estimado em 175 mil pessoas podem ficar sem o transporte na Região Metropolitana. A categoria anunciou uma paralisação total devido à insatisfação com o reajuste salarial.
Após uma reunião com o MPT, o sindicato dos metroviários havia prometido tentar avisar os filiados para poder cumprir a Lei de Greve, que determina que 30% dos funcionários devem ser mantidos nos horários de maior movimento. Para a secretária de comunicação da entidade, Sandra Mara Clavê, na prática, não há qualquer chance de os trens funcionarem com 30% do quadro. "Hoje em dia, como todo o efetivo disponível, a capacidade de atendimento já é insuficiente. Para funcionar é preciso que todos voltem ao trabalho", explicou Sandra.
Reforçada a frota de ônibus
A Metroplan definiu no final da tarde um esquema especial para minimizar os efeitos gerados pela paralisação de 24 horas no Trensurb. O número de ônibus no trajeto entre Canoas e Porto Alegre vai saltar de 50 para 95. Além disso, foi suspenso o itinerário do serviço de integração e mantido apenas o funcionamento da linha comum entre o município e a Capital. Contudo, em outras cidades afetadas pelo protesto, o órgão não tem previsão de que haja reforço no total de veículos disponíveis.
Em Porto Alegre, a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) decidiu reforçar o atendimento das linhas 701 (Vila Farrapos - Voluntários) e 704 (Humaitá). Os seis veículos extras deverão estar à disposição a partir das 5h.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) também vai reforçar as fiscalizações. Serão oito carros trabalhando na BR-116 desde as primeiras horas da manhã.