Os funcionários recusaram a proposta de reajuste linear de 6,87% do salário e dos benefícios, o abono imediato de R$ 800 e aumento real de R$ 60 a partir de janeiro de 2012. A principal divergência é em torno do desconto dos dias parados.
A proposta da empresa é descontar seis dias em 12 parcelas a partir do próximo ano e os demais dias de greve seriam compensados com trabalho extra nos fins de semana e feriados. A proposta não foi aceita pelos servidores, que querem a compensação de todos os dias de greve sem desconto de salário.
Segundo o presidente do TST, ministro João Oreste Dalazen, o julgamento do dissídio coletivo poderá trazer prejuízos à categoria, pois a jurisprudência que o tribunal tem sobre a matéria indica o desconto de todos os dias de paralisação.
Greve não é férias
A ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior, disse nesta terça-feira que não considera “errada” a greve dos Correios, mas destacou que os grevistas precisam entender que o não recebimento pelos dias parados é algo a ser considerado antes de se optar pela paralisação. “Greve não é férias. Quando você decide fazer greve assume também a consequência de não receber ou de ter de repor isso de alguma maneira”, afirmou.