Em razão da força da água, a porta de entrada trancou e teve que ser arrebentada por vizinhos com um pé-de-cabra. A casa de alvenaria de dois andares, localizada em um terreno em declive, foi invadida pela água, que jorrava com força. O chão embaixo do imóvel cedeu, gerando risco de desabamento. Na rua, o rompimento abriu uma cratera no asfalto.
De Bem relatou que anteriormente, em 2001 e 2011, a família já havia passado por situação semelhante. Após o último evento, o Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) pagou uma indenização de R$ 35 mil. Ele contou que o dinheiro, porém, só foi recebido no mês passado e que não houve tempo de efetuar os reparos em móveis e na estrutura afetada. Desta vez, ao contatar o Dmae, o aposentado afirmou que o órgão informou que não haveria o que fazer, além de estancar o vazamento. "O pior de tudo, além de ter sido a terceira vez, é o descaso", relatou.
A assessoria de imprensa do Dmae comunicou que a primeira medida foi fechar o registro para que a água parasse de jorar. Técnicos iniciaram o trabalho de investigação do problema e providenciarão o conserto. Conforme a assessoria, rompimentos acontecem em função de tubulações serem antigas ou no caso de pressões acima do normal. O órgão ressaltou que está sendo prestada orientação aos moradores sobre o que deve ser feito nesses casos.
O morador disse que pretende vender o imóvel e que a filha, o genro e os netos, incluindo um recém-nascido, terão que ficar em sua casa, nas proximidades, até encontrarem outro local para morar. "Dizem que um raio não cai três vezes no mesmo lugar, mas no meu caso caiu", comentou.
Chão embaixo do imóvel cedeu, gerando risco de desabamento / Vinicius Roratto