Durante a madrugada houve até alagamento nas ruas próximas. A canalização ficava bem embaixo dos dois estabelecimentos comerciais, cujos proprietários desconheciam a sua existência. A pressão da água jorrada atingiu o telhado frontal, que ficou danificado.
Dono há três anos da Companhia das Frutas, o comerciante Wagner Rezende acredita que teve um prejuízo em torno de R$ 15 mil com a perda de frutas e verduras, além da destruição de parte da estrutura de alvenaria. O rompimento da tubulação ocorreu exatamente sob o piso da área da frente do estabelecimento e junto da parede de tijolos, que cedeu junto com o pavimento. Uma cratera surgiu no local e havia risco dos danos serem ampliados ainda mais. “Alguém terá de pagar o prejuízo”, afirmou o comerciante, referindo-se à prefeitura. “Não dá para desistir”, acrescentou ao falar sobre a reconstrução do estabelecimento. Ele desconhecia a rede de água na área.
Já um dos proprietários da Estética Néli, José Ubirajara Coutinho da Silva, ainda não havia contabilizado os prejuízos, como a entrada da loja e a parede lateral do estabelecimento que divide com a fruteira. “O movimento por mês fica em torno de R$ 4 mil”, contabilizou. A estética está no local há 22 anos. “Nunca soube que havia uma tubulação aqui embaixo”, afirmou.
O Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) trabalha nesta sexta-feira no conserto emergencial, mas as causas do estouro ainda são desconhecidas. O Dmae foi avisado por moradores da região por volta das 23h dessa quinta. À 1h, o abastecimento foi interrompido para conter o vazamento. Em razão do conserto, estão sem água os moradores dos bairros Rubem Berta, Mario Quintana e parte do Jardim Leopoldina