Um dos lugares impróprios para o banho no Estado tem sido utilizado por turistas nesta temporada. A Barra do rio Tramandaí, entre as praias de Tramandaí e Imbé, computa a mais alta média de mortes por afogamento do Litoral Norte. Nos últimos dez anos, foram 2,5 óbitos por ano. Entrar na água naquele local, seja para molhar os pés ou nadar, é proibido.
O major Rodrigo Dutra, encarregado da segurança na faixa de areia entre Atlântida Sul e Quintão, elenca pelo menos cinco riscos no local. Diariamente embarcações acessam o canal do rio para operação nas monoboias da Petrobrás. O leito do rio foi escavado, o que faz com que o talude seja muito vertical. "É muito profundo ali. Em um ou dois metros, a água deixa de bater no peito e a pessoa perde pé", alerta.
Outro problema são as correntes. Por serem rápidas, podem inviabilizar a saída daqueles que se arriscam. "A corrente é forte, e a água é jogada em direção a ponte de Imbé." Duas pontes que haviam no local foram destruídas, mas a caliça delas ainda permanece no fundo do rio. "Aquele local é cheio de ferro de construção. É um perigo mergulhar ali."
Dutra explica que a Operação Golfinho não disponibiliza salva-vidas para a área pois o local é impróprio para o banho pelas condições físicas que apresenta. "Não é possível guarnecer esse local por causa de todos esses riscos acessórios." Mesmo com com os riscos, alguns banhistas insistem em frequentar a Barra. No início da semana, a reportagem do Correio do Povo flagrou crianças, adultos e adolescentes entrando na água. "Queremos desestimular o banho ali. Há placas com caveiras sinalizando o perigo", aponta Dutra.
Turistas se arriscam ao frequentar Barra do rio Tramandaí
Local tem maior média de mortes por afogamento do Litoral Norte