A multinacional Uber mostrou-se favorável, nesta quarta-feira, à regulamentação do serviço em Porto Alegre e colocou-se à disposição para discutir as exigências do projeto elaborado pela prefeitura para legalizar o uso do aplicativo. Nessa segunda-feira, a Câmara de Vereadores recebeu a proposta e espera discutir o tema para que a votação ocorra ainda em 2016. Uma audiência pública vai ser realizada para aprofundar as discussões. O projeto prevê que a Prefeitura tenha acesso aos dados operacionais e que a Uber seja obrigada a pagar taxa mensal para cada veículo associado.
A multinacional garante que o ISS já é pago desde a inauguração do serviço em Porto Alegre, em novembro de 2015. O tributo mensal exigido para cada carro, porém, gera discordância. Em entrevista ao programa A Cidade é Sua, da Rádio Guaíba, o diretor de comunicação da Uber no Brasil, Fábio Sabba, ponderou que o valor único da taxa é desleal. “Uma taxa fixa talvez não seja o melhor jeito de cobrar porque imagina uma pessoa que trabalha trinta dias… ela vai ter de pagar a mesma taxa de uma pessoa que trabalhou algumas horas”, avalia.
Como alternativa, Fábio Sabba defende a possibilidade de que o pagamento seja proporcional ao tempo de circulação de cada veículo. “Na Cidade do México, um percentual (1,5%) de cada viagem vai para fundo. Em São Paulo, a cobrança vai ser feita baseada na quantidade de quilômetros que cada motorista roda. Esse tipo de cobrança, proporcional, além de fazer mais sentido, é mais eficiente”, argumenta.
Outro ponto em questionamento envolve o emplacamento de carros da Uber em Porto Alegre. O projeto estabelece que apenas veículos registrados na Capital possam operar na cidade. Hoje, parte dos motoristas circula com veículos emplacados em municípios da região Metropolitana. Fábio Sabba concluiu afirmando que a Uber está disposta a se adequar às demais exigências, como abrir os dados operacionais e identificar os carros, entre outros itens.
Uber defende regularizar serviço, mas questiona forma de taxação na Capital
Multinacional também questiona item que estabelece o emplacamento do carro em Porto Alegre