Uergs faz mobilização por plano de carreira

Uergs faz mobilização por plano de carreira

Professores, funcionários e alunos da universidade protestaram em frente ao Piratini

Por
Marcos Koboldt / Correio do Povo

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Professores, funcionários e alunos da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs) fizeram uma mobilização em frente ao Palácio Piratini nesta quarta-feira para defender a criação do plano de carreira da instituição. Uma proposta foi apresentada pela Secretaria Estadual da Administração e Recursos Humanos (SARH). Conforme o diretor de Comunicação da Associação dos Docentes da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Aduergs), Paulo Vargas, a categoria esperava mais do governo. “Ficou no meio do caminho. Foi melhor que nada, mas esperávamos mais. O Estado vai ter que avançar em alguns pontos da proposta”, disse.

Atualmente, a Uergs conta com 130 professores efetivos, 154 funcionários e cerca de 2 mil acadêmicos. Por lei, deveria ter 300 professores e 280 funcionários. A universidade está contratando 60 professores temporários e neste domingo realiza concurso público para o quadro, mas sem o número de vagas definidas em edital.

“Nenhuma universidade de qualidade se constrói com um terço de professores temporários. Existem várias unidades com dois ou três professores e cursos no qual os alunos estão sem aulas. O recomendado para universidades públicas é de 12 professores por curso”, declarou. Vargas ressaltou que a adoção do plano de carreira é fundamental para reter talentos. “A Uergs tem dificuldades para atrair e manter docentes do quadro”, acrescentou.

Funcionário da universidade há seis anos, Alexandre Amaro lamentou que a instituição ainda não decolou desde sua criação, em 2001. “Prova disso é que a universidade não tem uma sede própria. Existem algumas tratativas com prefeituras para ceder terrenos, mas trabalhamos em locais provisórios”, disse. Segundo Amaro, a Uergs perde em média até três funcionários por mês. “Em janeiro eram 180 e agora são 154. A instituição precisa ser tratada como prioridade de Estado e não conforme interesses partidários”, completou.

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