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UFPel deve demitir 200 funcionários até o fim do ano

Outros 450 profissionais podem ser desvinculados da instituição até 31 de maio

Ufpel estuda medidas para  minimizar prejuízos à comunidade
Ufpel estuda medidas para minimizar prejuízos à comunidade Foto : Moizés Vasconcellos/ CP Memória
Até o fim do ano, pelo menos 200 funcionários dos projetos Pires (do Restaurante Escola), Modernização e Lagoa Mirim da Fundação de Apoio Universitário (FAU), ligados à Universidade Federal de Pelotas (UFPel), serão demitidos pela instituição, no Sul do Estado. A medida atende a uma determinação do Tribunal de Contas da União (TCU), que manda afastar, até 31 de dezembro, todos os funcionários de universidades federais que possuam contrato em caráter permanente.

O grupo já recebeu aviso-prévio, no início da semana. Outros 450 funcionários do Hospital-Escola também poderão ficar sem emprego mas, para esses últimos, foi dado o prazo limite até 31 de maio de 2013, já que a instituição de ensino aderiu à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSerh) e deve realizar um processo seletivo para contratação de servidores.

Conforme a UFPel, a direção está tentando dialogar com o Ministério da Educação (MEC) para que a comunidade acadêmica e os usuários do Restaurante Escola e da Agência Lagoa Mirim tenham o menor prejuízo possível. Por enquanto, está indefinida a situação desses serviços e uma reunião deve ocorrer, ainda nesta semana, para decidir as providências cabíveis para minimizar os efeitos da decisão do TCU.

Segundo o diretor-executivo da FAU, Luiz Vicente Aquino, por enquanto somente os funcionários do restaurante serão demitidos. "É uma norma do TCU condenando as terceirizações pelas fundações nos hospitais e as terceirizações para trabalho permanente", afirmou. Em setembro, foi dado o prazo até 30 de novembro para as empresas estatais apresentarem um plano de substituição de funcionários terceirizados que exerçam atividades-fim, segundo determinação do TCU), com o objetivo de evitar burlas a concursos públicos.

Colaborou Luciara Schneid / Correio do Povo

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