Geral

Ufrgs dará apoio à Universidade Popular dos Movimentos Sociais

Bolsistas serão liberados para trabalharem com docentes da Universidade Federal

A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) apoiará atividades da Universidade Popular dos Movimentos Sociais. Esse foi o principal acerto do encontro, que ocorreu na manhã da última segunda-feira, na Capital, entre o reitor da Ufrgs, Alexandre Carlos Netto, e o sociólogo português Boaventura de Sousa Santos, que idealizou o projeto da Universidade Popular, em participação no Fórum Social Mundial, em 2003.

Pelos acordos iniciais, serão liberados bolsistas para trabalharem com docentes da Ufrgs e será aberto espaço para as discussões de trabalho da Universidade Popular. Outra parceria será para a realização do Fórum Social Mundial, em janeiro de 2012, que deverá ocorrer em Porto Alegre. A Ufrgs cederá espaço para 120 pessoas, voltado a debates e deliberações sobre encontros que serão promovidos em três cidades gaúchas: Novo Hamburgo, Canoas e outra, a ser definida.

Boaventura explicou que a Universidade Popular dos Movimentos Sociais nasceu com o objetivo de discutir as lutas de cada grupo. Ele destacou que o diálogo entre os movimentos é muito pequeno. "Eles não conversam entre si. O que prejudica suas atuações", avaliou.

Em Porto Alegre, o sociólogo participará, nesta terça, de Debates Capitais, falando sobre Educação, às 19h, na Câmara de Vereadores, e estará no programa "Destinos e Ações para o Rio Grande", da Assembleia Legislativa. O objetivo é analisar a conjuntura internacional, a partir de acontecimentos recentes, como a morte de Osama Bin Laden. Também estarão em pauta episódios relacionados à violência no Brasil, como o massacre na escola de Realengo (RJ), quando 12 estudantes foram mortos por ex-aluno; e o episódio, na Capital, do motorista que atropelou ciclistas.

Segundo o sociólogo, a violência é um reflexo da sociedade e das diferentes realidades do mundo. "Independente da sua forma ou do lugar em que ocorra, nas ruas ou nas escolas, a violência não pode ser ignorada; ao contrário, suas origens devem ser investigadas para que os fatos não se repitam", assinalou Boaventura.


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