Entre os pedidos, um pode preocupar as empresas de segurança. Os vigilantes que deverão atuar no local, necessariamente vão precisar ter treinamento com cães, afim de evitar um possível confronto. O sindicato da categoria informou que não existe exigência legal para esse tipo de capacitação. Outra proposta é que os vigias que eventualmente substituam os colegas que trabalham na unidade, já tenham tido contato com os animais do hospital, segundo o diretor da Faculdade, Vladimir do Nascimento.
Por outro lado, a Ufrgs também vai abrir uma sindicância para averiguar os fatos, já que os depoimentos da dona da pitbull e do vigilante são divergentes, segundo Nascimento. “Nós lamentamos o que aconteceu e nos colocamos à disposição. A informação que temos é de que o vigilante era substituto”, salientou Nascimento. Ele destacou também que as imagens das câmeras de segurança do local já foram requisitadas e a faculdade está analisando, junto com a Procuradoria da Ufrgs, a abertura de uma sindicância para investigar o ocorrido.
No final da manhã desta segunda-feira, dezenas de estudantes protestaram contra a morte do cão. Os alunos pediram menos preconceito contra a raça pitbull. A dona do animal que morreu, Mariana Simões dos Santos, estudante do 9º semestre de veterinária, adotou Artemis há dois anos, após ela ter sido atropelada e abandonada. Segundo Mariana, o cão passou por diversas cirurgias no hospital e já havia se acostumado com o ambiente. A Rudder, empresa terceirizada que emprega o vigilante envolvido no incidente, ainda não se manifestou sobre o caso.