Geral

Ufrgs retoma parcialmente as aulas e impasses continuam

Professores afirmam que calendário de recuperação proposto pela Reitoria não satisfaz prejuízos da paralisação

Parte dos professores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) começaram a recuperação de atividades perdidas em função da greve nesta segunda-feira. Mesmo assim, a manhã foi marcada por impasses entre os sindicatos que representam a categoria.

De acordo com a presidente do Sindicato dos Professores das Instituições Federais do Ensino Superior de Porto Alegre (ADufrgs), Maria Luiza Ambros Von Holleben, os professores estão concluindo as suas atividades para encerrar o semestre anterior. Ela explicou que isso varia de acordo com cada situação, mas que a categoria deverá ter um parecer final nos próximos dias. Assim, será possível discutir o calendário de início das aulas. “Podemos garantir que a Universidade está recuperando a sua rotina e retomando as atividades como previsto”, ressaltou a presidente do sindicato, que decidiu na semana passada por aceitar a proposta do governo e encerrar a greve.

Segundo a dirigente do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN) na Ufrgs, Laura Fonseca, que integra parte dos professores que continuam paralisados, o calendário de recuperação proposto pela Pró-Reitoria de Gradução (Prograd) não satisfaz os prejuízos causados pela paralisação. Ela lembrou que o sindicato considera que a greve dos professores começou em 29 de junho, totalizando mais de duas semanas de interrupção. Enquanto isso, a reitoria propõe recuperação de uma semana. “Deveria ser dado o prazo de duas semanas para aulas e uma para avaliação. Aceitar essa proposta da reitoria é uma maneira de pressionar os profissionais a retomarem as atividades e, ao mesmo tempo, não garante os direitos dos professores e alunos”, afirmou.

O reitor da Ufrgs, Alexandre Carlos Netto, explicou que está sendo considerado o período de greve entre 10 e 15 de julho, como estava dentro do calendário. “Assim, existe a necessidade de se recuperar de cinco a seis dias”, afirmou ele, lembrando que mais de 90% das discuplinas já tiveram conceito concluído. Isso significa que estão aptas a rematrícula.

Netto lembrou que depois desse período de recuperação haverá o debate sobre o calendário do segundo semestre, que envolvem o período de matrículas e o reinício das aulas. Está vinculada a essa definição, também, a realização do vestibular 2013. Segundo o reitor, as aulas deverão avançar até janeiro do próximo ano. Mesmo assim, ele acredita que será possível manter a realização do vestibular dentro da primeira quinzena de janeiro.

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