Após protesto, nesta quinta-feira, do Coletivo de Mulheres da Casa do Estudante da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), a Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis informou que vai averiguar os relatos das estudantes. Uma comissão de investigação vai ser instaurada e os casos, se confirmados, encaminhados para a unidade onde o aluno envolvido estuda. Cada uma delas deve criar comissões de regimento discente disciplinar para investigar e comprovar se houve infração. É essa comissão que vai determinar o tipo de punição.
Conforme a assessoria de comunicação da Universidade, foram registrados dois casos de agressão a moradores da casa estudantil, mas ainda não há registro de abusos sexuais às moradoras. A Ufrgs informou que, em casos de agressão, os estudantes recebem atendimento psicológico.
Mulheres da CEU fizeram ato de protesto durante passagem da tocha
O Coletivo de Mulheres da Casa do Estudante da Ufrgs realizou, na tarde dessa quinta, uma manifestação durante o revezamento da tocha olímpica em Porto Alegre. O grupo estendeu, no prédio da avenida João Pessoa, uma faixa com os dizeres: “(Coletivo) Mulheres da CEU Ufrgs pede socorro”. Pelas sacadas, as jovens jogaram papel picado e fixaram cartazes pedindo o fim da cultura do estupro. Segundo as estudantes, o ato durante a passagem da tocha era para chamar a atenção da Universidade e denunciar a violência que sofrem de colegas dentro do estabelecimento.
O grupo optou por se comunicar com a imprensa somente através de declaração-padrão. “Nós, mulheres, estudantes e moradoras da Casa de Estudantes da Ufrgs, estamos aqui hoje em protesto, anunciando a nossa luta diária, já que a Universidade Federal do Rio Grande do Sul nos nega a assistência devida, que é nossa por direito, e continua se omitindo e negligenciando os casos de violência contras as moradoras”. Com receio de retaliações, as jovens não deram detalhes da violência que garantem sofrer.
Ufrgs vai investigar denúncias de abusos sexuais em casa do estudante
Universidade registrou dois casos de agressão, mas nenhum registro como o denunciado em protesto de alunas