Ultrafreezer da Ufrgs recebe doses da vacina Pfizer/BioNTech para armazenamento

Ultrafreezer da Ufrgs recebe doses da vacina Pfizer/BioNTech para armazenamento

Equipamento, instalado no Instituto de Ciências Básicas da Saúde, permite temperatura entre -60ºC e -80ºC

Cláudio Isaías

Ampliar locais causaria mais transtorno, avalia secretário da Saúde

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O ultrafreezer da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) recebeu 19.980 doses da vacina Comirnaty, da farmacêutica Pfizer, para armazenamento por tempo indeterminado. O equipamento, instalado no Instituto de Ciências Básicas da Saúde (ICBS) da universidade, permite o armazenamento em uma temperatura entre -60ºC e -80ºC, característica indispensável para a conservação da vacina fabricada pela empresa americana em parceria com o laboratório alemão BioNTech. A retirada do ultrafreezer só deve ser feita uma vez.

A capacidade de armazenamento nos equipamentos da universidade é de quatro milhões de frascos imunobiológicos. A colocação dos imunizantes foi feita a pedido da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), em parceria com a Secretaria Estadual de Saúde e apoio da universidade.  As vacinas enviadas para a Ufrgs serão utilizadas para completar a primeira dose (3,6 mil doses) e a segunda dose (16.380).

O diretor da Vigilância em Saúde de Porto Alegre, Fernando Ritter, informou que a SMS poderá retirar o imunizante de acordo com o cronograma de vacinação. “Após o início do processo de descongelamento, a vacina Comirnaty tem validade de cinco dias - incluindo tempo de transporte, descongelamento do frasco, diluição, armazenamento e aplicação”, ressaltou.

A chegada das vacinas da Pfizer no ICBS foi acompanhada pelo secretário Municipal de Saúde, Mauro Sparta, pelo reitor da Ufrgs, Carlos André Bulhões, pelo pró-reitor de Inovação e Relações Institucionais da universidade, Geraldo Pereira Joltz, e pela diretora do ICBS, Ilma Brum,.  

A Pró-Reitoria de Pesquisa da Ufrgs identificou 15 ultrafreezers existentes na instituição de ensino aptos para armazenar vacinas contra o coronavírus em temperaturas de até -80 graus. A maior parte dos equipamentos está localizada no Instituto de Ciências Básicas da Saúde, e as demais no Instituto de Biociências, na Faculdade de Agronomia, na Faculdade de Veterinária, no Instituto de Física e na Escola de Educação Física, Fisioterapia e Dança.

A estrutura de armazenamento em baixíssimas temperaturas, como exige a vacina da Pfizer/BioNTech, foi disponibilizada ao Ministério da Saúde pelo  reitor Carlos André Bulhões Mendes e pelo pró-reitor de Inovação e Relações Institucionais Geraldo Pereira Jotz que estivera no ano passado em Brasília. Jotz disse que, ao se juntar aos esforços para combater a pandemia, a universidade exerce um papel fundamental na sociedade, demonstrando ao mesmo tempo suas capacidades técnicas e científicas nas mais variadas áreas do conhecimento.

Ampliar locais causaria mais transtorno, avalia secretário da Saúde

Por ser um volume bem menor do que o necessário, a SMS concentrou as vacinas em três unidades e no drive-thru, pois pulverizar a aplicação em muitos locais, segundo o secretário municipal da Saúde, Mauro Sparta, acabaria por gerar ainda mais transtornos.  Nas Unidades de Saúde, as filas davam voltas na quadra e havia aglomeração menos de cinco mil doses do Ministério da Saúde, mas conseguiu dobrar esta quantidade fazendo uma busca ativa por doses nos hospitais e unidades de saúde.

No Santa Marta, em função da quantidade de pessoas – mais de mil idosos e profissionais de saúde –, os agentes da EPTC decidiram bloquear a rua Caldas Júnior com a rua Siqueira Campos para a circulação de veículos. Na frente do posto, na rua Capitão Montanha, ficou impossível ver a porta de entrada devido à aglomeração.

No drive-thru do estacionamento da PUCRS, a fila de carros se estendeu pela avenida Bento Gonçalves, passou pela rua Salvador França, avenida Antônio de Carvalho e chegou até quase a divisa de Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre.

A expectativa da Secretaria é continuar a aplicação contando também com o reforço de novas remessas que deverão chegar ao Estado ainda esta semana. O objetivo é avançar na aplicação da segunda dose, garantindo a imunização também no fim de semana. A SMS reitera que mesmo tendo passado algumas semanas do prazo, a imunização não fica comprometida.

 

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