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Um mês depois, temporal ainda exibe marcas em Porto Alegre

Um dos símbolos turísticos da Capital, barco Cisne Branco segue parcialmente submerso

Cisne Branco adernou durante temporal
Cisne Branco adernou durante temporal Foto : Samuel Maciel
Um dos símbolos turísticos de Porto Alegre, o barco Cisne Branco, completa nesta segunda-feira um mês que está fora do “prumo”, nas águas do Guaíba. Nesta semana, flutuantes de ferro serão colocados sob a embarcação para tentar trazê-la à tona, sem prejuízos ao casco. De acordo com a direção do Cisne Branco, não há como estimar quando será concluído o processo de resgate da embarcação.

Assim como no barco, a super tempestade de 29 de janeiro mantém suas marcas na cidade, com as clareiras abertas nos parques e troncos desnudos nas vias públicas. Os ventos, que ultrapassaram os 150 quilômetros por hora nos bairros Menino Deus e Praia de Belas, causaram a queda de cerca de 3 mil árvores, metade nos parques Marinha do Brasil e Farroupilha (Redenção).

O trabalho nos parques também continua. O Comitê de Emergência e Governança definiu, na última sexta-feira, que a recuperação da cidade vai seguir com a limpeza dos parques Redenção, Marinha do Brasil e Harmonia. O novo mutirão começa nesta quarta-feira, dia 2 de março. Grupos de ambientalistas e servidores municipais já começaram a realizar o resgate de árvores.

Conforme o Departamento Municipal Limpeza Urbana (DMLU), de 30 de janeiro a 26 de fevereiro, foram recolhidos mais de 9 mil toneladas de entulhos em diferentes bairros da cidade. O temporal resultou na interrupção do abastecimento de energia elétrica em 450 mil residências da Capital (70% do total). Pelo menos 700 postes, 250 quilômetros de alimentadores e 200 chaves foram danificados. Segundo levantamento da prefeitura, das 19 bombas do sistema de drenagem da cidade, nove ficaram sem energia elétrica. O temporal paralisou totalmente cinco dos seis sistemas de abastecimento de água de Porto Alegre.

“Downsburst”

Somente quatro dias depois do fenômeno climático é que os meteorologistas conseguiram definir o evento como um “downburst”, que se traduz na literatura técnica como “explosão atmosférica”, algo até então nunca registrado em Porto Alegre.

Devido ao temporal, grande parte da cidade ficou, além de sem luz, sem o fornecimento de água. Em alguns casos, o abastecimento foi normalizado apenas sete dias depois da tempestade.