Quanto ao local de ocorrência da agressão, a pesquisa não aponta exatamente onde as mulheres são mais vitimadas. Porém, informa que, no caso da violência praticada por cônjuges ou ex-cônjuges, 80,5% ocorreram na própria residência, tanto entre as mulheres quanto entre os homens.
"Os homens se sentem no direito de tratar a mulher como inferior, como propriedade deles", avaliou uma das coordenadoras da Organização não governamental (ONG) Criola, Jurema Werneck. Para ela, "apesar das conquistas femininas", o perfil das agressões mostra que a sociedade ainda tolera esse comportamento masculino.
Do total de entrevistados agredidos, a maioria foi vítima de desconhecidos (39% dos casos). O número de agressores conhecidos é de 36,2%. Em 12,2% dos casos, os cônjuges foram citados, seguidos de parentes (8,1%), policiais ou seguranças particulares (4,5%).