O Estado puxa a média da Região Sul, de 76,09%, para baixo. Nos vizinhos Santa Catarina e Paraná, respectivamente 77,82% e 76,19% dos municípios estão de portas abertas aos alunos com deficiência.
Os concursos para a área de educação também mostram que o Estado está aquém dos padrões nacionais. Nos últimos dois anos, dos 3.040 (dos 5.565) municípios brasileiros que fizeram concursos públicos para a área da educação, 94,5% deles destinaram pelo menos 5% das vagas para pessoas com deficiência. A Região Sul é a única abaixo dessa média, com 93,66%. O Rio Grande do Sul está ainda pior, em termos comparativos: apenas 91,98% dos concursos apresentou edital com reserva dessas vagas.
No Brasil, dos municípios que informaram a escolaridade dos titulares do órgão gestor da educação (excluindo, portanto, os sem declaração), destaca-se o fato de 58% dos gestores possuírem pós-graduação, os quais, em 2006, totalizavam 47,3%. Com mais anos de estudo, o gestor municipal de educação adquire também maior qualificação e, confirmando a valorização dos níveis de instrução mais elevados, em 2011 foram registrados 35,6% dos titulares com ensino superior completo e 2,8% com nível superior incompleto, percentuais que, em 2006, representavam, respectivamente, 37,3% e 7,7%. No Rio Grande do Sul, apenas 9,21% dos administradores de escola municipais têm pós-graduação, e 28,45% nível superior.