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Uma em cada quatro cidades gaúchas não tem escolas aptas para deficientes

Pesquisa do IBGE mostrou também que Região Sul é a que menos destina vagas a deficientes em concursos públicos

Apenas uma em cada quatro escolas do Rio Grande do Sul está apta a receber alunos deficientes. A média nacional é mais do que o dobro da apresentada no Estado: 66,36% dos municípios brasileiros estão em condições de ter esses estudantes. O dado faz parte da Pesquisa de Informações Básicas Municipais (Munic) - Perfil dos Municípios de 2011 do Instituto Brasileiro de Gaografia e Estatística (IBGE), que levantou informações sobre recursos humanos, articulações interinstitucionais, educação, saúde, habitação e gestão municipal, direitos humanos e saneamento básico a partir de questionários respondidos pelas prefeituras.

O Estado puxa a média da Região Sul, de 76,09%, para baixo. Nos vizinhos Santa Catarina e Paraná, respectivamente 77,82% e 76,19% dos municípios estão de portas abertas aos alunos com deficiência.

Os concursos para a área de educação também mostram que o Estado está aquém dos padrões nacionais. Nos últimos dois anos, dos 3.040 (dos 5.565) municípios brasileiros que fizeram concursos públicos para a área da educação, 94,5% deles destinaram pelo menos 5% das vagas para pessoas com deficiência. A Região Sul é a única abaixo dessa média, com 93,66%. O Rio Grande do Sul está ainda pior, em termos comparativos: apenas 91,98% dos concursos apresentou edital com reserva dessas vagas.

No Brasil, dos municípios que informaram a escolaridade dos titulares do órgão gestor da educação (excluindo, portanto, os sem declaração), destaca-se o fato de 58% dos gestores possuírem pós-graduação, os quais, em 2006, totalizavam 47,3%. Com mais anos de estudo, o gestor municipal de educação adquire também maior qualificação e, confirmando a valorização dos níveis de instrução mais elevados, em 2011 foram registrados 35,6% dos titulares com ensino superior completo e 2,8% com nível superior incompleto, percentuais que, em 2006, representavam, respectivamente, 37,3% e 7,7%. No Rio Grande do Sul, apenas 9,21% dos administradores de escola municipais têm pós-graduação, e 28,45% nível superior.

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