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Usuários do SUS reclamam da falta de atendimento devido à greve

Paralisação dos servidores da Saúde entrou no quarto dia

Usuários do SUS reclamam da falta de atendimento devido à greve
Usuários do SUS reclamam da falta de atendimento devido à greve Foto : Bruno Alencastro
Moradores de Porto Alegre que dependem do Sistema Único de Saúde (SUS) reclamam da falta de atendimento nos postos em razão da greve dos servidores da Capital, que nesta sexta-feira entrou no quarto dia. No Centro de Saúde da Vila dos Comerciários, no bairro Santa Teresa, apenas os casos graves e de emergência são autorizados a ingressar na unidade. Além das faixas, a barricada com bancos de madeira permanecia em frente a entrada principal, onde funcionários faziam uma espécie de triagem, explicando os motivos da paralisação e pedindo para que o atendimento fosse buscado em outro local. "Esperamos contar com a colaboração, mas o atendimento padrão não está sendo feito durante a greve”, afirmou uma funcionária.

Moradora do bairro Santa Teresa, Aline Bicca buscou atendimento para o filho Vitor, que estava com dor de ouvido desde a noite dessa quinta. “Tentei vir o mais rápido para não deixar ele ficar sem atendimento e a informação que recebo é que
não é possível ter consulta por causa da greve”, afirmou ela, ao deixar o local em direção ao Hospital de Clínicas, onde foi recomendada a buscar atendimento no Hospital da Criança Santo Antônio, no Complexo Hospitalar
Santa Casa.

Ana Paula dos Santos Nascimento enfrentou o mesmo problema ao buscar atendimento para a filha Ana Carolina, de três anos. A menina apresentava febre alta desde a madrugada. “Como eles podem dizer para medicá-la em casa? E se ela tiver algum tipo de efeito colateral? O que vou fazer se eles não querem atender?”, questionou ela, indignada, ao deixar o posto.

Outros pacientes enfrentaram problemas para buscar receitas médicas. “Alguns remédios só com receita, mas para isso preciso consultar um médico, o que não está sendo permitido”, afirmou uma moradora da região, ao deixar o local, indignada. No Centro de Saúde Modelo, no bairro Santana, o maior de Porto Alegre, a movimentação era baixa. Depois da confusão nos primeiros dias, a maioria dos pacientes parou de procurar o local. As pessoas que estiveram no local para consultar com um médico foram obrigadas a voltar para casa sem o serviço. O funcionamento da farmácia permaneceu normal, o que agradou os pacientes e familiares que precisam buscar os remédios.


Pacientes em Porto Alegre buscam atendimento, mas encontram dificuldade devido à greve / Foto: Bruno Alencastro


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