Moradora do bairro Santa Teresa, Aline Bicca buscou atendimento para o filho Vitor, que estava com dor de ouvido desde a noite dessa quinta. “Tentei vir o mais rápido para não deixar ele ficar sem atendimento e a informação que recebo é que
não é possível ter consulta por causa da greve”, afirmou ela, ao deixar o local em direção ao Hospital de Clínicas, onde foi recomendada a buscar atendimento no Hospital da Criança Santo Antônio, no Complexo Hospitalar
Santa Casa.
Ana Paula dos Santos Nascimento enfrentou o mesmo problema ao buscar atendimento para a filha Ana Carolina, de três anos. A menina apresentava febre alta desde a madrugada. “Como eles podem dizer para medicá-la em casa? E se ela tiver algum tipo de efeito colateral? O que vou fazer se eles não querem atender?”, questionou ela, indignada, ao deixar o posto.
Outros pacientes enfrentaram problemas para buscar receitas médicas. “Alguns remédios só com receita, mas para isso preciso consultar um médico, o que não está sendo permitido”, afirmou uma moradora da região, ao deixar o local, indignada. No Centro de Saúde Modelo, no bairro Santana, o maior de Porto Alegre, a movimentação era baixa. Depois da confusão nos primeiros dias, a maioria dos pacientes parou de procurar o local. As pessoas que estiveram no local para consultar com um médico foram obrigadas a voltar para casa sem o serviço. O funcionamento da farmácia permaneceu normal, o que agradou os pacientes e familiares que precisam buscar os remédios.
Pacientes em Porto Alegre buscam atendimento, mas encontram dificuldade devido à greve / Foto: Bruno Alencastro