Suja, velha, e em condições precárias. Essa é a descrição que muitos usuários fazem da Estação Unisinos, em São Leopoldo. O local, que em 2014 registrou 6.365 usuários por dia, conforme dados da Trensurb, tem aparência de abandono. Com algumas lâmpadas queimadas, pintura descascando, e goteiras e poças de água em dias de chuva, o espaço tem como principal reclamação dos passageiros a sua má conservação. “É a estação mais velha e feia de todo o sistema. As lixeiras estão quebradas, a escada rolante não funciona e os banheiros estão sempre imundos”, argumenta a universitária Rosane Andres, que desce diariamente no terminal para ir até a universidade que dá nome à estação. Ela conta que vê muitos idosos com dificuldade em utilizar o local, devido à falta de acessibilidade. “A única opção são as escadas comuns. O elevador é velho e às vezes fica interditado. Eu sempre costumo ajudar pessoas mais velhas a descer ou subir da plataforma”, afirma.
Por meio de sua assessoria, a Trensurb informou que está adquirindo cinco novas escadas rolantes: três para substituição de equipamentos da Estação Unisinos, uma para a Estação São Leopoldo e outra para a Estação Aeroporto. A assinatura do contrato depende da aprovação da Lei Orçamentária Anual e da disponibilização de verba.
Após a contratação e o início dos serviços, a previsão é de que sejam concluídos em 180 dias. “As escadas rolantes não são fundamentais para a operação do sistema nem são instrumentos de acessibilidade. Consistem, na verdade, em ferramentas acessórias que visam a proporcionar mais conforto aos usuários e facilitar o fluxo interno das estações. Usuários com dificuldade de locomoção devem utilizar os elevadores”, informou a empresa. A Trensurb destaca ainda que uma reforma no elevador da estação foi concluída em janeiro e que estão previstas para maio limpeza, pintura e consertos na cobertura do local.
Usuários reclamam da Estação Unisinos
Local, que em 2014 registrou 6.365 passageiros por dia, tem aparência de abandono