A UTI neonatal do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM) deve permanecer fechada por mais duas semanas devido à contaminação de um fungo. Praticamente metade dos bebês internados foram infectados pelo mesmo agente e estão recebendo tratamento específico.
O diretor clínico da instituição, Arnaldo Teixeira Rodrigues, explica que a decisão de interditar a UTI foi tomada ontem após a confirmação de que cinco dos 14 pacientes apresentaram o mesmo tipo de fungo no exame de cultura. “É até comum termos um ou dois pacientes com este tipo de fungo, mas não tantos. É a primeira vez em seis anos que interditamos uma ala por causa de um mesmo agente infeccioso”, explica o médico.
Segundo Rodrigues, um sexto bebê está com infecção na pele e um sétimo com suspeita de contaminação ainda não confirmada. O agente infeccioso é do grupo das cândidas.
O recém-nascido que morreu no final de semana passado – internado havia mais de um mês – também apresentou exame de cultura positivo. “O fungo pode ter contribuído mas não dá para dizer que o óbito foi especificamente por causa disto”, alegou o diretor.
Os recém-nascidos, que sofrem de candidíase sistêmica, foram levados para uma ala isolada da instituição e recebem tratamento especial com antifúngicos. Conforme Rodrigues, o estado clínico é estável e não há nenhum risco imediato. “Eles estão sendo monitorados e recebendo todos os cuidados”, garante.
A UTI neonatal do HUSM tem 18 leitos. Como o hospital atende pacientes de 46 municípios da região Centro-Fronteira, os médicos estão realizando triagens. ”Nós atendemos um número considerável de pacientes de alto risco. Então, avaliamos e transferimos as gestantes conforme a Central de Leitos”, relata o diretor.
Não há previsão para a reabertura da unidade, mas Arnaldo Rodrigues acredita que em até 72 horas o fungo será erradicado.
UTI Neonatal de Santa Maria deve ficar interditada por mais duas semanas
Hospital Universitário isolou recém-nascidos contaminados por fungo