Entrevistado no noticiário Bom Dia, Rio (TV Globo), o homem que se identificou apenas como Feliciano, de 70 anos, relatou ter tido a mochila e o telefone celular roubados durante o tumulto em seguida ao acidente. Medicado no Hospital da Posse, no município vizinho de Nova Iguaçu, ele sofreu ferimentos na perna direita.Segundo ele, "a molecada" pulou a grade da estação e passou a atacar os feridos deitados no piso da plataforma e ainda no chão dos trens envolvidos no desastre. "Botavam a mão no bolso e puxavam. Muita gente foi roubada", contou a vítima, acrescentando ter escutado que uma mulher quebrou o braço ao ter a bolsa arrancado com força por um ladrão.
Hoje cedo, a estação Presidente Juscelino (Mesquita) opera de modo parcial. A concessionária Supervia informou que o ramal de Japeri, sentido Central do Brasil (estação final no centro do Rio), funciona normalmente. Mas a linha inversa (sentido Japeri), onde os trens bateram, permanece interditado. Os dois trens foram retirados do local ainda na madrugada.
A colisão aconteceu às 20h20min. Um trem que seguia a uma velocidade estimada em de 20 a 30 km/h bateu na traseira de um outro parado na estação, para o desembarque dos passageiros. Os feridos foram levados para hospitais na Baixada e no Rio. Não há informações sobre feridos graves nem sobre quantos permanecem internados.