O movimento de vacinação contra a gripe em Porto Alegre foi intenso, nesta sexta-feira, nas unidades de saúde de Porto Alegre. Nos locais de imunização, não havia filas e nem aglomeração de pessoas. A vacinação contra gripe está disponível para a população em geral nos 120 pontos de vacinação oferecidos pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), até o fim do estoque de doses.
Na igreja Nossa Senhora do Líbano, onde é feita a vacina do Centro de Saúde Modelo, a técnica em contabilidade Kleusa Moraes, 56 anos, disse que a realiza a imunização contra a gripe todos os anos. O bancário Vilmar Freitas, 58 anos, afirmou que a aplicação da vacina é a maneira mais segura de ficar protegido. "O importante é se vacinar", acrescentou. Por volta das 9h, mais de 50 pessoas já haviam sido vacinadas contra a gripe no salão anexo da igreja.
O limite mínimo de idade para receber a imunização é de seis meses. O intervalo entre a administração das vacinas da gripe e da Covid-19 deve ser de, no mínimo, 14 dias entre uma e outra. A ampliação foi definida pelo Ministério da Saúde devido à baixa procura pela vacina nos grupos prioritários durante a campanha nacional, que tinha término previsto para o dia de hoje.
Ao ampliar a oferta para além dos grupos prioritários, o ministério e a secretaria pretendem diminuir o risco de transmissão e as complicações causadas pelos vírus influenza, que podem provocar hospitalizações e levar a óbito.
De acordo com os dados do Painel Vacinação Influenza no LocalizaSUS, a Capital atingiu 49,3% da cobertura prevista para a campanha. A meta era vacinar 90% de cada grupo prioritário. A vacina oferecida pelo SUS é a trivalente, que garante proteção contra os vírus H1N1, H3N2 e Influenza B.
A Secretaria Estadual da Saúde (SES) definiu com as secretarias municipais de saúde a estratégia de continuidade da vacinação da gripe para atingir, ao menos, a meta de vacinar 90% dos grupos com maior risco da doença: crianças (maiores de seis meses e menores de seis anos), idosos, gestantes e puérperas. As doses excedentes poderão ser ofertadas para a população em geral. A definição ocorreu durante a reunião da Comissão Intergestores Bipartite (CIB). Até o momento, o Rio Grande do Sul apresenta uma cobertura média dos grupos prioritários de 43%, enquanto a meta é 90%.
Reserva de vacinas para grupos prioritários
A proposta apresentada pela Secretaria da Saúde é que os municípios façam uma reserva técnica para garantir a meta nos grupos das crianças, idosos, gestante e puérperas. Esses públicos, somados, representam três milhões de pessoas no Estado, das quais apenas 1,8 milhão já foi vacinada (cerca de 59%). Para que esses grupos chegassem nos 90% de cobertura, faltariam ainda vacinar, aproximadamente, mais 900 mil pessoas no Estado. Outra ponderação é que seja mantido um estoque para a vacinação das crianças que estejam tomando a vacina da gripe pela primeira vez. Nesses casos, são aplicadas duas doses, com intervalo de 30 dias entre elas.
A diretora do Departamento de Atenção Primária e Políticas de Saúde da SES, Ana Costa, salientou que o foco deve ser mantido nos grupos prioritários, mesmo que abrindo a vacinação para o público em geral. “São as crianças, idosos, gestantes e puérperas que correm mais risco de desenvolver casos graves, por isso todos municípios devem se programar para atender o máximo dessa população”, comentou. Ao todo, o público-alvo no Rio Grande do Sul é estimado em cinco milhões de pessoas. Deste total, cerca de 2,5 milhões já foram vacinadas e tiveram a dose registrada no sistema. O Estado já recebeu cerca de 3,8 milhões de doses. As demais 1,2 milhão de doses tem previsão de entrega na próxima semana.