Encerra-se nesta sexta-feira a campanha de vacinação contra a gripe no Brasil. Os integrantes dos grupos considerados de risco, aqueles com condições de desenvolver a doença de forma mais grave, inclusive podendo levar à morte, podem ser imunizados nas unidades de saúde pública, sem custo. A meta da mobilização era garantir a imunização de 90% dos integrantes de cada público-alvo. Porém, segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES), o percentual deverá ficar em torno de 75%.
Assim, na próxima segunda-feira, está prevista uma reunião na SES, com representantes da secretaria de saúde de Porto Alegre e de representantes do Rio Grande do Sul, para detalhar a cobertura da imunização e os procedimentos com as doses que sobrarem, como explicou que o secretário estadual de Saúde, João Gabbardo dos Reis. Deverão sobrar cerca de 1,5 milhão de vacinas.
No Rio Grande do Sul, até o momento, foram confirmadas cinco mortes por gripe, número bem inferior ao registrado no ano passado, com 208 óbitos. O secretário estadual de Saúde, João Gabbardo dos Reis, ressalta que esta situação pode ter contribuído para que houvesse uma procura menor para a imunização, na comparação com 2016. Outro aspecto é que o vetor do vírus da gripe qué provocou óbitos é diferente do H1N1 (Gripe A).
Ao mesmo tempo, apontou que a vacinação é fundamental para proteger aqueles que são mais vulneráveis à doença. Além disso, a campanha ocorre antes do início de inverno, quando as chances de desenvolver gripe são maiores. Isso ocorre porque permite que as pessoas desenvolvam a imunização necessária, o que demora em média 10 dias após a aplicação da dose. “O período da campanha é determinado exatamente para dar tempo da imunizaçao efetiva. Depois, durante o inverno, não fará muito sentido a vacinação”, explicou.
Durante da mobilização final da vacinação, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde ressaltou a importância da vacinação diante do movimento de alguns grupos que criticam a credibilidade das doses. Segundo a nota do conselho, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) propiciou resultados importantes, como a erradicação da Varíola, o controle da Poliomielite e a eliminação do Sarampo e da Rubéola Congênita como problemas de saúde pública.
Integram os grupos de risco os idosos, gestantes, puérperas até 45 dias após o parto, crianças de seis meses a menores de cinco anos, população indígena, pessoas entre cinco e 59 anos portadoras de doenças crônicas não transmissíveis e condições clínicas especiais. Também deverão receber a dose os apenados e funcionários do sistema prisional, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas e, a novidade, professores das redes pública e privada.
Vacinação no RS deve ser encerrada com imunização de 75% de cada público-alvo
Estado confirmou cinco mortes por gripe, número inferior ao registrado em 2016