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Variação de preços no verão pode enganar consumidor

Falsa oferta faz cliente pagar mais na hora da compra em supermercado da Capital

Os supermercados de pequeno porte andam tão vazios nos finais de semana por conta da debandada dos consumidores para o Litoral Norte que em praticamente todos os corredores há abundância de ofertas tentadoras. Quatro rolos de papel higiênico de uma determinada marca que, no dia 16 custava R$ 8,65, no sábado eram vendido por R$ 3,99 em um estabelecimento do bairro Humaitá, na zona Norte de Porto Alegre. Um funcionário justificou a redução de mais de 50% em menos de três dias: “O aumento de preço aqui varia de acordo com a demanda de consumo. Se compram muito, o preço sobe. Se fica na gôndola, baixa”.

Funcionário ainda exemplificou citando a variação de preço da banana. Disse que se o dono do supermercado comprar 100 quilos da fruta e vender tudo em dois dias, quando houver a reposição, o preço “vai nas alturas”. Mas se demorar, o valor fica estável ou pode ser incluído nas promoções, repletas de “artimanhas”. Nesta época do ano é aconselhável que o consumidor leia atentamente o que diz o famoso cartaz da oferta. Afinal, nem sempre traduz a redução de preço. No afã de se beneficiar pela promoção pode acabar pagando mais caro.

No sábado, entre as muitas promoções a mais atraente envolvia 15 latas de cerveja de 269ml. E entre os poucos que estavam no supermercado, muitos compraram a bebida sem ler o que estava escrito no cartaz, achando que estavam fazendo um ótimo negócio. Na verdade o que parecia uma oferta era uma propaganda enganosa. Ao invés de reduzir, aumentava de R$ 19,35 para R$ 20,25. Notificada por um cliente sobre o problema, uma das assistentes da gerência não soube justificar o motivo de o estabelecimento estar promovendo “ofertas” enganosas. Sem dar resposta, correu até a pilha de bebidas e retirou o cartaz.

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